terça-feira, 7 de Julho de 2015 09:53h Mariana Gonçalves

Secretaria de Saúde programa vacinação antirrábica para setembro

A tradicional campanha de prevenção contra raiva em cães e gatos será realizada em Divinópolis nos dias 12,13 e 19 de setembro

A imunização irá ocorrer em todas as regiões da cidade, incluindo as zonas rurais. Segundo o coordenador do Centro de Referência de Vigilância em Saúde Ambiental (Crevisa), Alex Marcelino Borges, a vacina não tem contra indicação e é de extrema importância para saúde do animal. “A vacina é recomendada para cães e gatos acima de três meses de idade. Não causa nenhum problema ao animal. Tem pessoas que relatam que seu animal morreu depois de receber a imunização, mas isso é somente uma coincidência, por que a vacina não mata”, explica Alex.

O coordenador do Crevisa diz que não aconselha vacinar cadelas em estágio avançado de gestação, porque dependendo da forma como o animal será locomovido até o local de realização da campanha, ou até mesmo o jeito como irão pegar esse animal para vacinar, pode contribuir para um possível aborto. No entanto, cabe destacar novamente que a vacina não mata.

 

 

DOENÇA SÉRIA

A raiva é um vírus considerado uma zoonose, ou seja, transmitida do animal para o homem. Tem uma alta taxa de mortalidade, chegando a alcançar quase 100%. Esse vírus é transmitido através de mordidas, arranhaduras de mamíferos já contaminados. Na maioria dos casos, a transmissão ocorre através de cães e gatos, tanto porque são animais de companhia que possuem maior convívio com os humanos. Porém, além do cão e do gato, outros animais contaminados também podem transmitir, como os furões, raposas, coiotes, guaxinins, gambás e morcegos.

Animais não mamíferos, como pássaros, lagartos e peixes não transmitem raiva. Nos humanos, o vírus da raiva passa pelo sistema nervoso central, instalando-se no cérebro, tendo como resultado final a encefalite, que é uma inflamação no cérebro. A vacina antirrábica é, ainda hoje, a única forma de prevenção da raiva. Tendo isso em vista, no Brasil, a maioria dos estados e municípios promovem campanhas anuais de combate à doença, incentivando que os donos de pets levem seus bichinhos de estimação para que a vacina antirrábica possa ser administrada.

No entanto, como ainda há uma grande quantidade de animais abandonados por todo o país, a transmissão da doença não é algo descartado. Em Divinópolis, o Crevisa tenta evitar que essa situação ocorra. “Temos um trabalho de captura dos animais de rua, daí fazemos a castração do animal, realizamos exames de leishmaniose, aplicamos a vacinação contra raiva e o vermifugamos antes de voltá-los para a rua”, explica Alex. Aqueles que perderem o período de campanha ou então na época o animal não tinha completado a idade recomendada para ser imunizado, poderão procurar a sede do Crevisa – localizado próximo ao Aterro Controlado – para receber a vacina.

 

 

FIQUE ATENTO

De acordo com o portal CachorroGato, a raiva se apresenta nos cães em três tipos distintos: raiva furiosa, raiva muda e raiva intestinal – sendo a última a sua forma mais rara e agressiva, que causa cólicas, vômitos e hemorragias gastrointestinais, levando o cachorro ao óbito em até três dias. Os primeiros sinais da raiva furiosa são o isolamento do animal (que passa a se esconder e busca lugares escuros para permanecer), a agitação e latidos e mordidas no ar sem motivo aparente.

Em muitos casos, o cão afetado passa a lamber o local onde foi mordido e infectado pela doença de maneira constante, recusando alimentos e tentando comer suas próprias fezes. Salivação excessiva é outro sinal comum e considerado um dos mais “clássicos” da raiva que, a partir desse período, provoca muita agressividade e a paralisia do animal, que morre em até 48 horas. Na raiva muda, os sinais de isolamento, cansaço e busca de locais escuros já progride para a paralisia, levando o animal à morte em pouco tempo.

Muitos dos sintomas notados em cães também se manifestam nos gatos com raiva, sendo que os principais sinais da doença nos felinos começam com a alteração de comportamento. Falta de apetite, hidrofobia, febre, agitação extrema, salivação excessiva, muita agressividade e paralisia são comuns nos bichanos doentes, que morrem cerca de dez dias após sua contaminação.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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