terça-feira, 27 de Janeiro de 2015 10:16h Atualizado em 27 de Janeiro de 2015 às 10:20h. Mariana Gonçalves

Secretaria de saúde realiza atividades de conscientização sobre Hanseníase

Foram notificados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) cerca de dez casos de Hanseníase em 2013 e nove em 2014. As ações de conscientização e prevenção da doença, de maneira mais intensificada, ocorrem até o próximo mês

Foram notificados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) cerca de dez casos de Hanseníase em 2013 e nove em 2014. As ações de conscientização e prevenção da doença, de maneira mais intensificada, ocorrem até o próximo mês.
Conforme a apoio técnico em Hanseníase e Tuberculose da Semusa, Cynthia Camila Mendes de Oliveira Rodrigues, mesmo essa não sendo uma doença que leva ao óbito, é necessário que as pessoas tenham atenção aos sintomas de mudança no corpo e procurem por ajuda especializada para receber o tratamento. “Podem aparecer manchas brancas, vermelhas ou castanhas pelo corpo. São manchas sem sensibilidade ao toque e ao calor, além disso, essas manchas não coçam, não doem e geralmente não têm pelo. Também podem aparecer caroços pelo corpo, sendo eles dolorosos ou não”, explica.
Ainda segundo Rodrigues, quando se está com a doença as mãos ficam como se fossem garras, com os dedos retraídos. As pálpebras ficam caídas, os pelos da sobrancelha e os cílios podem cair. “A Hanseníase é uma doença causada por uma bactéria que afeta a pele e os nervos. Ela tem cura, então, terminou o tratamento a pessoa está curada. Porém, quando a lesão é nos nervos, a pessoa faz a fisioterapia para tentar recuperar um pouco, mas não recupera tudo. As manchas e os nódulos com o tempo somem”, acrescenta Cynthia.
O trabalho de conscientização e divulgação da doença será feito com cartazes em todos os ônibus da Transoeste, faixas em pontos estratégicos da cidade, divulgação na mídia, nas unidades de saúde, recados após missas e cultos e nas empresas.

 

GRATUITO
O Tratamento é gratuito e fornecido apenas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Antibióticos são usados para tratar as infecções, mas o tratamento completo é em longo prazo. Nas formas mais brandas da doença o tratamento demora em torno de seis meses. Já nas formas mais graves o tempo é de um ano ou mais.
Há alguns medicamentos específicos e combinações que são prescritas pelo médico. Alguns não podem ser tomados por grávidas, por isso avise o médico em caso de gravidez. É fundamental seguir o tratamento, pois é eficaz e permite a cura da doença, caso não seja interrompido. A primeira dose do medicamento já garante que a Hanseníase não será transmitida.

 

ENTENDA
A Hanseníase, também conhecida como Lepra, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae. Foi descoberta em 1873 por um cientista chamado Hansen, o nome dado a ela é em homenagem ao seu descobridor. Entretanto, esta é uma das doenças mais antigas já registradas na literatura, com casos na China, Egito e Índia, antes de Cristo.
A doença é curável, mas se não tratada pode ser preocupante. Hoje, em todo o mundo, o tratamento é oferecido gratuitamente e há várias campanhas para a erradicação na doença. Os países com maiores incidência são os menos desenvolvidos ou com condições precárias de higiene e superpopulação. Em 2013, o Ministério da Saúde registrou no Brasil mais de 33 mil casos da doença.
A transmissão da hanseníase se dá por meio de contato íntimo e contínuo com o doente não tratado. Apesar de ser uma doença da pele, é transmitida através de gotículas que saem do nariz, ou por meio da saliva do paciente. Não há transmissão pelo contato com a pele do paciente.
Afeta primordialmente a pele, mas pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. Ao penetrar no organismo, a bactéria inicia uma luta com o sistema imunológico do paciente. O período de incubação é prolongado e pode variar de seis meses a seis anos.
O último domingo do mês de Janeiro é o dia mundial de luta contra a Hanseníase. No entanto, esse dia será lembrando em Minas Gerais amanhã, com a realização do dia “D” nas diversas cidades do Estado.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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