quarta-feira, 29 de Julho de 2015 09:34h Mariana Gonçalves

Secretário de Agronegócios explica demora na entrega do selo de qualidade aos produtores rurais

Entre as propostas do Serviço de Inspeção Municipal (SIM)

Entre as propostas do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), está a emissão de certificados de qualidade para as empresas e empreendedores que se adequaram às exigências sanitárias vigentes em legislação específica, e que também possuem qualidade e higiene em seu processo de produção.

Em Divinópolis, a Secretaria de Agronegócios, por meio dos fiscais do SIM, fez todo um trabalho de readequação em que a grande maioria dos produtores rurais recebeu de profissionais orientações sobre como melhorar a qualidade de seus produtos. No entanto, a demora na entrega dos selos tem sido questionada pelos produtores que se empenharam nas melhorias.

De acordo com o secretário municipal de Agronegócios, Paulo Marius, por se tratar de um processo bastante minucioso, em que vários critérios são levados em consideração, o decreto que irá estabelecer os padrões trabalhados pelo SIM será publicado dentro de poucas semanas. O documento se encontra atualmente nas mãos do procurador geral do município, Rogério Eustáquio Farnese. Paulo afirma que a demora na publicação do decreto se justifica pelo fato de que o mesmo será bastante estudado, evitando-se assim que haja conflitos de normativas no futuro.

 

MANUAL

O SIM desenvolveu também um manual no qual orienta e explica ações de qualidade e esclarece os itens a serem fiscalizados pelos técnicos da Vigilância Sanitária. Contam na avaliação da vigilância a estrutura física do estabelecimento, os equipamentos e as atitudes relacionadas às boas práticas de fabricação, como higienização, procedimentos, uniformes, entre outros. Produtos de origem animal, por exemplo, são inspecionados ainda no processo de produção.

O serviço atua no controle da qualidade dos produtos de origem animal, como carnes, queijo, ovos, mel e doces, monitorando e inspecionando a sanidade do rebanho, o local e a higiene da industrialização.

“Para produzir queijo, doces, polpa de frutas, dentre outras coisas, a pessoa precisa estar dentro das normativas de higiene da Vigilância Sanitária. Essa pessoa tem que ter condições sanitárias de deixar o seu produto no mercado. Para termos a certeza de esse produto está de qualidade, não tem nenhuma contaminação, a gente precisa ter visitas na estrutura da fazenda e verificar se o local de produção é adequado e conferir também outros requisitos. A partir daí, estando tudo dentro da normalidade, o produtor recebe o selo e esse selo virá no rótulo de todos os seus produtos. Se a fiscalização chegar em determinado estabelecimento comercial e ver aquele produto com selo, eles vão saber que está tudo certo”, explica Paulo.

 

SERVIÇO NA FRENTE

Segundo Paulo Marius, são poucas as cidades do Estado que têm o serviço de inspeção, principalmente porque é um serviço caro, financeiramente falando.

O município dispõe de um conjunto de procedimentos e condutas que antes não existia, o que possibilitou a padronização dos métodos utilizados nas três esferas de fiscalização: município, estado e governo federal.  Vale reforçar que o objetivo de tudo isso é diminuir a cada dia o risco contaminação da população em decorrência do processo de produção de bebidas e alimentos de origem animal ou vegetal.

 

 

 

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