quinta-feira, 15 de Outubro de 2015 10:02h Atualizado em 15 de Outubro de 2015 às 10:09h. Mariana Gonçalves

Sem acordo, greve dos bancários não tem previsão para acabar

A paralisação dos bancários em Divinópolis completa hoje dez dias, na cidade, onze instituições financeiras aderiram ao movimento

Nas agências, estão funcionando apenas os serviços básicos de caixa eletrônico, conforme o presidente do Sindicato dos Bancários de Divinópolis, Djalma Antônio Biata, um pequeno efetivo trabalha dentro das unidades, no sentido de manter em dia as atividades como abastecimento de dinheiro, retirada de depósitos dentre outras ações.
A proposta enviada para análise da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), no dia 25 de setembro, pede que seja concedido à categoria um aumento salarial de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), além do reajuste salarial, a classe está reivindicando também, melhores condições de trabalho, que inclui a prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários. Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência.
Segundo Djalma, há um déficit de funcionários e também pressão para que eles vendam produtos bancários, como por exemplo, seguros de vida, seguro de cartão, entre outros. No entanto, a federação contrapôs, oferecendo reajuste de 5,5% para salários e vales, e abono de R$ 2,5 mil não incorporados ao salário, o qual foi recusado pela categoria. “Estamos aguardando para que eles nos chamem para uma nova proposta. A greve continua, e cada vez mais forte, em Divinópolis, praticamente todos os bancos aderiram o movimento. Verifiquei no site da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), e já têm 11.400 agências paradas no Brasil, de um total de 22 mil pontos de atendimento do Banco Central”, destaca Djalma.

 

PROBLEMAS ECÔNOMICOS

Em nota, a Fenaban informou que a proposta dos bancos tem o objetivo de compensar perdas da inflação passada, segue na integra conteúdo enviado à imprensa. “No momento delicado da economia, a proposta apresentada visa a compensar perdas decorrentes da inflação passada, sem contaminar os índices futuros, o que iria contra todos os esforços do governo para reequilibrar os fundamentos macroeconômicos, possibilitando a retomada do crescimento econômico”.

 

MEIOS ALTERNATIVOS

O pagamento de contas pode ser feito nas loterias, pela internet ou até mesmo em caixas eletrônicos.

 

Créditos: Mariana Gonçalves

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