sexta-feira, 30 de Maio de 2014 06:24h Atualizado em 30 de Maio de 2014 às 06:39h. Mariana Gonçalves

Sem nenhuma infraestrutura, Rua Rosa Fonseca gera insatisfação nos moradores

Parte da Rua Rosa Fonseca e Silva localizada no bairro Santa Rosa, ainda é de terra pura.

Parte da Rua Rosa Fonseca e Silva localizada no bairro Santa Rosa, ainda é de terra pura. Com isso, os moradores têm enfrentado dificuldades que só vêm piorando ao longo dos anos. Além do excesso de buracos, os lotes vagos estão em sua grande maioria com a vegetação alta, inclusive chegam até a encobrir partes de uma ponte e uma passarela que servem de acesso para que a população se desloque de uma rua a outra do bairro.
Para se ter ideia, em visita ao local o carro da Gazeta teve que ser estacionado quase no meio do quarteirão da Rua Rosa Fonseca, já que os enormes buracos apresentam um risco maior de danificar o veículo.
Sob o córrego está uma ponte que parece ser até um meio de passagem improvisado, porque as tábuas já estão velhas e quebradas, além de não ter corrimão dos lados. Conforme o aposentado, Alan Leopoldino da Silva, há 25 anos ele luta para que pelo menos a ponte seja reformada, tendo em vista que a atual situação representa grande perigo à população. “Na última cheia que aconteceu na cidade, um rapaz quase se afogou porque foi atravessar e a água quase o levou. Se a ponte tivesse condições melhores talvez até esse transtorno ele não tivesse passado”, acrescenta.
Silva destaca ainda que a falta de iluminação nas proximidades dessas passagens traz grande insegurança aos moradores. “O pessoal costuma passar por aqui até umas 18h porque depois que escurece fica perigoso, até mesmo pelo fato da pessoa não enxergar os buracos e acabar caindo no córrego, a iluminação que temos é longe e não cobre essa área”, conta.
No momento em que atravessava a ponte, abordamos o pedreiro, Gerônimo Ferreira dos Santos, que nos contou já ter vivido uma situação difícil e se arriscado atravessando esse mesmo local. “Por causa da chuva o córrego encheu e na ocasião atravessei aqui com a água na altura do joelho. Tenho noção de nado, então não foi muito difícil, mas para uma pessoa que não sabe nadar até mesmo uma criança ou idoso isso é perigoso demais”, afirma.
O pedreiro faz esse mesmo caminho há quase cinco anos, por dia chega a atravessar a ponte até quatro vezes, e segundo ele a precariedade do local está apenas aumentando. “Antes eles [Prefeitura] passavam a máquina na rua para limpar os matos e abrir o caminho, mas agora nem isso fazem mais, a ponte está praticamente acabada”, completa.
Dentre as reivindicações, a população cobra ainda a pavimentação da via, haja vista que ruas próximas à Rosa Fonseca ou já estão calçadas ou asfaltadas.

 

PROBLEMA EM ANÁLISE
De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura, um engenheiro da Secretaria de Operações Urbanas (Semop) será enviado à Rua Rosa Fonseca e Silva para analisar possíveis ações de reestruturação da ponte.
Sobre a necessidade de pavimentação da via, a assessoria respondeu que o local está contemplado pelo programa Pró-Transportes e a rua terá dois quarteirões que receberão as obras. Ainda de acordo com a Prefeitura, já existem na Semop ações que visam também à limpeza do local.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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