sábado, 6 de Fevereiro de 2016 05:28h Atualizado em 24 de Fevereiro de 2016 às 13:24h. Pollyanna Martins

Semusa dobra o número de agentes para combater o mosquito Aedes aegypti

O secretário municipal de saúde, David Maia, ressaltou que a população deve se empenhar na guerra contra o mosquito

O número de agentes de saúde foi dobrado para combater o mosquito Aedes aegypit, transmissor da dengue, da Febre Chikungunya e do Zika Vírus. A medida foi tomada para diminuir o número de focos do mosquito que são encontrados na cidade, pois o quadro da dengue se agrava a cada dia em Divinópolis. O número de casos notificados teve um aumento de 1425%, comparando janeiro de 2015, quando apenas 16 casos foram notificados e, em janeiro deste ano, já foram notificados 244 casos.
De acordo com o secretário municipal de saúde, David Maia, no ano passado, 113 agentes faziam o trabalho de vistorias, e este ano são 213. O trabalho começou no dia 1º janeiro, para que os agentes visitem todas as casas do município e eliminem o maior número possível de foco do mosquito Aedes aegypti. Apesar dos esforços, o secretário ressalta que a participação da população nesta guerra contra o mosquito é fundamental. “O trabalho começou com esse mutirão, para a gente poder visitar todas as casas da cidade, mas essa guerra só se ganha se a população ajudar, 95% dos focos são encontrados nas casas”, enfatiza.

 

 


O Ministério da Saúde publicou nessa segunda-feira (1), uma medida provisória no Diário Oficial da União (DOU), autorizando a entrada forçada de agentes públicos de combate ao mosquito Aedes aegypti em imóveis públicos ou particulares que estejam abandonados, ou no caso de ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local. O documento foi assinado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, e concede permissão a autoridades de Saúde federais, estaduais e municipais.

 


Segundo David Maia, a medida já era autorizada pelo prefeito, Vladimir Azevedo, desde 2014. O secretário acredita que a ação do Ministério da Saúde reforça o trabalho que é desenvolvido no município. “Essa legislação federal vem dizer que a gente estava com a razão em 2014, e agora a gente não precisa insistir se a pessoa não abrir a residência. Em casos de resistência, a gente chama a polícia e entra na casa. Essa medida é para combater as residências que têm focos [do mosquito] e os seus proprietários estão negligenciando a responsabilidade de cada cidadão”, esclarece.

 

 


LIXO
Além de dobrar o número de agentes para combater os focos do Aedes aegypti, a secretaria manterá este ano o caminhão que retira o lixo das casas, e que viram criadouros para o mosquito. “Nós estamos com mutirões. Na comunidade do Choro, nós tiramos mais de 10 toneladas de lixo das residências. O caminhão continua com esse trabalho em 2016”, afirma.
Conforme dados da Semusa, em 2015, foram feitas 619 atividades de educação e mobilização, 479 denúncias atendidas, 806 caixas d'água tampadas com tela; 10.287 supervisões - arrastões e mutirões de limpeza, 2.286 toneladas retiradas das residências. O secretario informou ainda, que quem ver foco do mosquito em alguma residência e o morador não tomar providências, pode denunciar no número (37) 3229-6800. “Esse número é o geral da Semusa, e a pessoa pode pedir para falar na Vigilância em Saúde, com o Juliano ou a Celina”, conclui.

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