quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016 08:27h Pollyanna Martins

Semusa intensifica vistoria em cemitérios da cidade

Vasos de flores que são levados aos túmulos podem virar criadouro do mosquito da Aedes aegypti

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) intensificou a vistoria em cemitérios da cidade, para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Febre Chikungunya e Zika Vírus – responsável pelo aumento nos casos de microcefalia em todo Brasil. A atenção nesta época do ano deve ser redobrada, devido às chuvas de verão, pois os vasos de flores colocados por familiares nos túmulos podem virar criadouros do mosquito.
Segundo o supervisor geral de endemias, Francis Jonathan Souza, as visitas, que eram realizadas a cada dois meses, são feitas neste período de alerta uma vez ao mês. Além de verificarem os possíveis focos do mosquito, os agentes de saúde fazem o combate com o larvicida. “Já foi feita uma limpeza nos cemitérios na semana passada. As visitas estão sendo feitas uma vez por mês nos cemitérios, e as visitas normais são feitas de dois meses em dois meses, ou seja, nós estamos fazendo uma visita a mais do que é recomendado no Programa de Combate à Dengue. Nessas visitas, os agentes colocam nos vasos o larvicida, que tem uma validade de dois meses”, explica.
Em Divinópolis, há sete cemitérios - do Parque, ao lado do aeroporto; nos bairros Interlagos, Belvedere, Bom Pastor, Centro, Parque da Serra e em Ermida – e segundo Francis, os responsáveis pela manutenção são orientados pelos agentes a manterem os locais limpos e livres dos focos do mosquito transmissor da dengue. “Nós orientamos também aos responsáveis pelos cemitérios que eles têm um serviço constante de manutenção relacionado à limpeza. Nós os orientamos a estarem empenhados a olharem se tiver algum local com água acumulada e eliminarem aquele foco”, detalha.

 


ORIENTAÇÕES
Quem visita os seus entes queridos também são orientados a levarem para os túmulos flores artificiais, que não acumulam água, e a colocarem areia nos pratos dos vasinhos de flores. “O ideal é que os familiares levem flores artificiais, que não acumulam água, evitar o pratinho do vaso, ou colocar areia para não acumular água, porque agora é um período que a população deve ficar atenta”, ressalta. Apesar de todos os esforços e orientações dos agentes de saúde, nossa reportagem encontrou vários focos do mosquito Aedes aegypti no cemitério do bairro Interlagos. O supervisor faz um pedido à população. “É importante que a pessoa tire 10 minutos por semana para limpar o seu quintal, porque a participação da população ao combate do Aedes aegypti é essencial”, reforça.

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