segunda-feira, 6 de Maio de 2013 08:06h Luiz Felipe Enes

Serviços de atendimento aos migrantes têm bons números de ajuda em Divinópolis

Após a instalação de um ponto fixo na rodoviária para atendimento, a avaliação da gerência de planejamento e a gestão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEMDS) podem-se perceber grande melhoria.

Agora a cidade de Divinópolis conta com um serviço no qual atende aos migrantes, ou seja, as pessoas que estão em trânsito e não possuem condições para deslocar a sua cidade destino.


O atendimento funciona da seguinte maneira. A pessoa ou migrante (cidadão com dificuldade de chegar ao seu ponto de destino) passa por uma triagem, no próprio terminal rodoviário. Lá é feita toda uma avaliação sobre o migrante, consultando seus dados, tais como endereço, local de destino e outras informações complementares.


As pessoas vindas de outra cidade e por destino acabam em Divinópolis o serviço tende a atuar disponibilizando a passagem de ônibus para esses migrantes, se aprovados nos critérios.
Ainda sim, se for visto a necessidade financeira da pessoa, lhe é ofertada alimentação, banho e em até algumas vezes hospedagem de no máximo 72h. O local para abrigá-los não é definido, somente em casos onde existe uma demora de ônibus para o destino.


Após a instalação de um ponto fixo na rodoviária para atendimento, a avaliação da gerência de planejamento e a gestão da  Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEMDS) podem-se perceber grande melhoria.


Em 2012, 1177 pessoas foram atendidas pelo programa, desses 675 migrantes usaram o benefício da passagem disponibilizada pela prefeitura. Ou seja, segundo dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, 57% das pessoas que poderiam utilizar o serviço, simplesmente dispensaram a ajuda, resolvendo permanecer em Divinópolis.


No ano atual, 2013, das 207 pessoas atendidas pelo serviço de migração 168 retornaram a seu local de origem, o que gera uma porcentagem de 81% de sucesso nos atendimentos. Os dados até março deste ano são bastante significativos, com o serviço sendo executado na rodoviária e tornando cada vez mais conhecido, 58 pessoas que se identificaram como migrantes 52 retornaram ao destino de origem. Isso mostra um avanço de 90% de atendimento e retorno imediato, gerando grande economia para cidade.

Moradores de rua x Migrantes


A questão de número de moradores de rua chega a ser preocupante para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.


Migrantes são apenas pessoas que passam pela cidade e não possuem condições financeiras para prosseguir a viagem. Já moradores de rua, já optaram por viver nas ruas das cidades. De acordo com o Secretário da SEMDS, Paulo dos Prazeres. “Muito desses moradores são pessoas da própria cidade, nos que acabam saindo de casa por motivos como, convivência dentro de casa, dificuldade de encontrar trabalho e outros”. Afirma Paulo.


Outro dado alarmante quanto aos moradores de rua, é o consumo excessivo de álcool e drogas. Ainda não existe um órgão responsável pelo acolhimento e tratamento dessas pessoas.


Ainda está sendo discutido um projeto para a resolução do problema. No caso, existe um planejamento junto com a Secretária Municipal de Desenvolvimento Social, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Políticas Sobre Drogas e Direitos Humanos e a Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), onde serão feitas abordagens desses cidadãos em vários aspectos. Ainda cogita-se a ideia de uma parceria público-privada para a criação de um tipo de hotel, a fim de abrigar aos moradores de rua.
 

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