sexta-feira, 24 de Julho de 2015 11:16h Atualizado em 24 de Julho de 2015 às 11:19h. Mariana Gonçalves

Servidores da Superintendência Regional de Ensino anunciam greve

A partir do dia 27, os servidores de todas as Superintendências Regionais de Ensino (SREs) do Estado iniciarão um movimento de greve para que haja, por parte do governo, a correção das tabelas salariais – visando a diminuição da diferença salarial entre os cargos de técnico da educação (TDE), e analista educacional (ANE), entre outras reivindicações.

De acordo com o técnico da educação da Superintendência de Ensino, Orlando Gouveia, na segunda-feira, a partir das 8h, haverá a realização de um manifesto em frente à sede da Superintendência de Divinópolis. O principal objetivo é mobilizar a população e mostrar de fato quais as reivindicações da categoria.

Este ano, o governo fez algumas mudanças na PL 1504, que altera a estrutura da carreira e outros importantes assuntos, como o pagamento do piso salarial do magistério. Segundo Orlando, junto a esse projeto estavam também as reivindicações dos servidores das superintendências, no entanto, o governador não incluiu tais demandas nessa discussão alegando que a situação será revista apenas em 2016.

“Queremos a correção das tabelas salariais, de algumas distorções que aconteceram na implantação do Plano de Carreira em 2004, com o governo do Aécio Neves e Anastasia, e depois com a implantação do subsídio, que foi uma forma de remuneração do Estado. Essas duas situações geraram distorções salariais e nós estamos negociando e lutando com isso desde 2004”, acrescenta o técnico da educação.

CALENDÁRIO

Para o dia 4 do mês que vem, está prevista uma manifestação na Cidade Administrativa, onde estarão presentes todos os profissionais das SREs e órgão central. No dia 13, haverá uma assembleia no Crea-BH. A ocasião é para que a categoria discuta sobre as possíveis propostas do governo.

Assim como destacou Orlando, a paralisação das atividades da Superintendência irá implicar em atrasos de atividades importantes, como o pagamento de ordens como merenda escolar, designações e fornecedores. Além disso, ficam prejudicados os processos de aposentadoria, concessão de benefícios dos servidores, antecipação das promoções por escolaridade, apoio pedagógico às escolas e ainda prejudica os censos estaduais e federais.  Fazer greve não era a atitude que a categoria gostaria de tomar, no entanto, o técnico da educação coloca que a categoria não teve outra escolha e forma para chamar a atenção do governo.

“Acreditamos que até mesmo pela abertura que ele [governo] nos dá de diálogo, possa reconhecer e vir a sacramentar as nossas demandas. Apesar de, a princípio, a gente ter tido um pequeno transtorno [porque] não fomos atendidos quando [houve] a promulgação da Lei que instituiu o piso salarial do magistério, pois as nossas demandas estavam juntas e não sei por que razão ele nos tirou e jogou para 2016, acreditamos que ele irá negociar com a gente”, completa Orlando.

 

Credito: Mariana Gonçalves

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