quinta-feira, 9 de Abril de 2015 10:49h Atualizado em 9 de Abril de 2015 às 10:52h. Lorena Silva

Servidores do Judiciário paralisam atividades hoje em Divinópolis

Categoria segue para mobilização que ocorre em Belo Horizonte a partir do meio-dia

Aderindo a uma paralisação que envolve trabalhadores de todo o Estado, os servidores do Judiciário do Fórum Dr. Manuel de Castro dos Santos, em Divinópolis, também decidiram paralisar as atividades hoje. Eles protestam contra a desvalorização do serviço da categoria e das más condições de trabalho a que estão submetidos atualmente.
A mobilização está sob o comando do Sindicato dos Servidores da Justiça de Primeira Instância do Estado de Minas Gerais (Serjusmig), do Sindicato dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Estado de Minas Gerais (Sindojus - MG) e da Associação dos Serventuários de Justiça de Minas Gerais (Serjus). Os servidores seguem para Belo Horizonte, onde haverá uma concentração em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a partir das 12h.
De acordo com o delegado do Sindojus, Arnaldo Malard, o protesto é uma forma de mostrar a indignação dos trabalhadores do setor. “Os servidores não conseguem mais conviver com tanto descaso. Trabalham em condições insalubres, adoecem nos balcões das secretarias e recebem muitas cobranças, pois têm tantos processos e, na falta de pessoal, equipamentos e espaço físico adequado, nem sempre é possível cumprir os prazos.”
Em Divinópolis, aproximadamente 350 profissionais vão estar com as atividades paralisadas hoje – sendo que 15 deles vão participar do protesto em frente ao TJMG. Segundo Arnaldo, 30% do efetivo vai permanecer no Fórum para atender as demandas necessárias.

REIVINDICAÇÕES
As principais reivindicações da categoria são a concessão do auxílio-saúde aos trabalhadores e a revisão salarial, cuja da data-base deste ano é de 6,28%. “Além disso, há uns atrasos na questão de promoção, principalmente as gratificações de escrivães e contadores”, explicou Arnaldo.
Em material divulgado pelo Serjusmig, a presidente esclareceu que as ações buscam combater as injustiças que vêm ocorrendo. “Não havendo mudança de postura da direção do Tribunal, uma greve por tempo indeterminado pode vir a ser decretada, a exemplo da que ocorreu em 2013 e que durou 31 dias”, disse.

 

Crédito: Lorena Silva

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