sábado, 30 de Janeiro de 2016 05:07h Mariana Gonçalves

Servidores lotam quadra à espera de chamada para as vagas da rede pública de ensino

O processo de designação para 36 instituições da Rede Estadual de Ensino em Divinópolis ocorreu nos dias 28 e 29

Serão oferecidos esse ano 1.077 vagas para servidores designados, entre professores, supervisores, orientadores, ajudantes de serviços gerais e auxiliares administrativos. Esses servidores designados terão contratos temporários de trabalho, que vão de 2 de fevereiro a 31 de dezembro desse ano e ocuparão vagas desocupadas por falta de trabalhadores concursados.
Diante do excesso de candidatos, alguns problemas surgiram em algumas regiões do Estado. Em Divinópolis, não houve situações graves, no entanto, muitos servidores reclamaram da forma como foi organizado o procedimento, a demora na chamada dos profissionais foi o principal ponto reclamado. Nossa reportagem recebeu informações de que tiveram servidores os quais passaram praticamente o dia todo aguardando sua vez de ser chamado.

 


Todos os trabalhos ocorreram na sede da Escola Estadual Halim Souki. De acordo com a responsável pelo Departamento de Políticas Sociais e Imprensa do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG), Maria Catarina Vale, o sindicato já esperava que houvesse alguns contratempos em relação ao processo de designação, especialmente porque a prioridade é daqueles servidores concursados que realizaram sua inscrição em 2014. “Tivemos outros problemas relacionados à saúde, mas o Sind-UTE conseguiu que, após pegar o contrato, os servidores têm 45 dias para apresentar o laudo. No dia 28, ficamos das 7h às 22h por conta de atendimento aos servidores”, diz a sindicalista.
A equipe de reportagem esteve ontem na Escola Halim Souki, percebemos que a quadra estava lotada, a organização estima ter passado pelo local mil servidores (somente no período da manhã). A chamada ocorreu conforme lista em ordem alfabética.

 

 

TEM QUE ACABAR

Segundo Maria Catarina, a forma como o Estado procede em relação a ações como as designações, precisa ser melhorada em caráter de urgência. “Queremos denunciar é que esta situação calamitosa tem que acabar, temos que ter a autonomia, a superintendência principalmente, para que não haja isso, na quinta-feira, tivemos pessoas que ficaram das 7h às 22h para serem chamados, e isso não pode”, destaca a sindicalista, explicando ainda aos servidores sobre a problemática da contagem de tempo.  “Tivemos muitos problemas com relação à contagem de tempo, porque o candidato que chegou na mesa para verificação dos documentos, se estavam todos certos, e a contagem de tempo não bate, então ele foi desclassificado do momento, e passando a ser reserva”, comenta Maria Catarina.

 

 

EXTINTA LEI 100

Entre os candidatos à designação, estavam também os servidores da Lei 100 - extinta recentemente, Maria Catarina falou ainda sobre a situação destes profissionais. “Tivemos várias pessoas que não fizeram a sua inscrição em 2014, isso foi equívoco, a maioria foram, inclusive, os extintos LC 100, que não acreditaram que essa lei ia acabar, mas, mesmo assim, há esperanças para eles, porque assim que terminar essa leva de profissionais de 2014, vamos fazer uma chamada geral”, finaliza Catarina.

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