quarta-feira, 8 de Junho de 2016 12:44h Pollyanna Martins

Servidores municipais de Carmo do Cajuru entram em greve a partir de segunda-feira

A decisão foi unânime durante uma assembleia realizada na tarde de ontem, depois que todos os funcionários do município rejeitaram a proposta de reajuste apresentada pelo prefeito, José Clarete

POR POLLYANNA MARTINS

pollyanna.martins@gazetaoeste.com.br

 

Os servidores municipais de Carmo do Cajuru anunciaram na tarde de ontem (7) que entrarão em greve a partir da próxima segunda-feira (13). A decisão foi tomada por unanimidade, em uma assembleia, após os funcionários do município rejeitarem a proposta de reajuste apresentada pelo prefeito, José Clarete. A negociação da Campanha Salarial 2016 começou em março deste ano e, após duas paralisações – a primeira dia 31 de maio, e a segunda ontem – e nenhum avanço nas negociações, os servidores decidiram paralisar as atividades.

Os funcionários reivindicavam 11,27% de correção inflacionária, ainda ganho real nos salários de 3,73%; o aumento do vale-refeição para R$220,00/mês e a implantação da recomposição automática da inflação a partir de 2017 através de envio/aprovação de projeto de lei ao Poder Legislativo, tendo como indexador o IPCA do IPEAD. Na tarde de ontem, o prefeito de Carmo do Cajuru enviou a proposta de revisão salarial de 4%, a partir de julho de 2016, não retroagindo a janeiro deste ano; e o aumento de R$7 para R$ 8 do vale-alimentação.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), Luciana Santos, os servidores de Carmo do Cajuru querem a recomposição da inflação, que é um direito constitucional, mas no atual quadro econômico do país, estão dispostos a cederem, caso seja recomposta a inflação de 2014. “O servidor de Carmo do Cajuru é muito consciente, ele sabe que 11,27% ele não vai ter, mas 4% também está muito aquém do desejado. O mínimo que o servidor espera é a recomposição do ano retrasado, de 6,24%”, avalia.

 

 

 

TEMPO INDETERMINADO

Segundo Luciana, apesar de ter pleiteado outras pautas, os servidores têm como principal reivindicação a recomposição da inflação e estão dispostos a abrir mão das outras pautas. A presidente do Sintram frisa que os servidores têm consciência de que não conseguirão 11,27% de recomposição inflacionária, mas querem um reajuste maior do que os 4% oferecidos pelo prefeito. “Neste momento, o que o prefeito pode dar é a recomposição, então, o que o servidor quer é recomposição da inflação. Essa é a pauta principal”, informa. Com a paralisação, todos os serviços municipais serão afetados, incluindo saúde e educação. Conforme Luciana, durante a greve, os servidores ficarão reunidos na porta da Prefeitura até que a pauta seja atendida. “Todos os serviços serão afetados, respeitando o serviço essencial e o limite imposto em lei, mas o restante estará paralisado a partir de segunda-feira, trabalhando apenas 30% dos funcionários. A greve é por tempo indeterminado, até que ele [o prefeito] faça uma proposta mediana”, conclui.

© 2009-2016. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.