terça-feira, 22 de Março de 2016 10:04h Mariana Gonçalves

Servidores pressionam, mas Vladimir afirma não ter condições para reajuste

A manifestação dos servidores, coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), em frente à sede da Prefeitura chamou a atenção dos cidadãos que percorriam o Centro ontem

A manifestação dos servidores, coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), em frente à sede da Prefeitura chamou a atenção dos cidadãos que percorriam o Centro ontem, no entanto, o prefeito Vladimir Azevedo afirmou que a situação continuará da mesma forma que está hoje, pois, no momento, a Prefeitura não tem condição de pagar a recomposição aos trabalhadores municipais.
Segundo a diretora de comunicação do Sintram, Ivanete Ferreira, o que está sendo exigido é que o prefeito cumpra com o que ele mesmo prometeu e anunciou no ano passado. “O reajuste da inflação para o servidor foi prometido ano passado, passando a valer este ano. Só queremos a perda inflacionária que ele [prefeito] assumiu, está gravado, e agora ele diz que não tem condições de cumprir. Então, em assembleia foi votada a paralisação de hoje, com greve já votada para começar na segunda-feira próxima”, diz.

 

 

 


A possibilidade de suspensão da greve foi cogitada somente no caso de o Prefeito cumprir com o que foi dito, inclusive, na mobilização de ontem, o sindicato tentou agendar com Vladimir mais uma reunião sobre o assunto, porém isso não aconteceu. “Queremos que ele cumpra com sua palavra. Além do mais, ele mandou para a Câmara e foi votada a Lei 7977/2015 que votou a Lei Orçamentária anual, onde foi previsto um aumento de R$31 milhões na folha de pagamento, de R$231 milhões para R$262 milhões – que dá um aumento de 13.51%,”, destacou Ivanete, chamando também a atenção para a explicação de cálculo fornecida pela Prefeitura. “Segundo a equipe econômica explicou, o cálculo para esses 13,51% levou em consideração o aumento automático corrigido e ajustado pelo INPC, o crescimento vegetativo da folha e as contratações realizadas além daquelas que serão efetuadas através do concurso público realizado. Quer dizer, ele mandou uma lei para Câmara e não está cumprindo com ela”, completou.

 

 

 

SERVIÇOS

Segundo Ivanete, devido à situação alarmante de dengue na cidade, um efetivo de 30% dos servidores continuará em atividade para atendimento à população.

 

 

 

PREFEITURA

Em nota, a assessoria de comunicação da Prefeitura diz que a mobilização, assim como feita ontem pelos servidores, faz parte da democracia, e deve ser respeitada, no entanto, o órgão frisou a situação em que o país vive para explicar a falta de condições para realizar o reajuste. “É necessário se ater com serenidade aos fatos. Divinópolis e o Brasil vivem um momento ímpar, que pede prudência na análise de tudo que foi posto à luz da opinião pública, a fim de se evitar distorções e injustiças.”

 

 


Ainda segundo a nota, “nestes mais de sete anos do Governo Vladimir Azevedo, foi priorizada a política de valorização do funcionalismo público, o que pode ser medido pelos números. Além de manter rigorosamente em dia o pagamento dos servidores municipais, o que dá mais segurança financeira e capacidade de programar suas despesas, houve um crescimento real da folha de pagamento da ordem de 112, 75%.
Neste mesmo período, a inflação teve um crescimento de 64% e a receita de 72%. Mesmo com o cenário de crise que vem corroendo a capacidade de investimento das prefeituras, o Governo Vladimir priorizou os servidores municipais, que, nos últimos sete anos, tiveram um superávit na folha de pagamento, em média, da ordem de quase 50%.

 

 


Todo este esforço da atual Administração Municipal vai no sentido de evitar que o funcionalismo público municipal tenha perdas ou passassem por constrangimentos, como os verificados no Governo de Minas e do Rio de Janeiro, por exemplo, onde o funcionalismo teve escalonamento do pagamento ou até mesmo atraso.”
Por vim, a Prefeitura alegou que está sofrendo com a queda na receita e descumprimento do repasse das transferências de recursos federais. “É bem verdade que a intenção seria manter a rotina de ajustes nos salários dos servidores, que vem sendo praticada pelo Governo Vladimir, mas a saúde financeira da Prefeitura impede esta ação neste momento. Mesmo com esta realidade, pelos números apresentados acima, o Governo Vladimir tem a consciência tranquila por, nestes mais de sete anos, ter feito os ajustes necessários e a devida valorização dos nossos servidores.”

© 2009-2016. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.