quarta-feira, 14 de Outubro de 2015 11:25h Atualizado em 14 de Outubro de 2015 às 11:32h. Rafael Camargos

Servidores Públicos iniciam greve em Divinópolis

Para não ser considerada ilegal, pelo menos 30% do efetivo dos servidores públicos têm que estar trabalhando, não atrapalhando assim, as demandas de serviço das instituições

Os servidores públicos de Divinópolis iniciaram na tarde de ontem uma greve em busca de seus direitos e melhores condições de trabalho.
A mobilização iniciou-se dentro do Fórum Dr. Manoel de Castro Santos e, logo em seguida, tomou a frente do prédio com buzinadas e apitos.
Estavam presentes na mobilização: representantes do Sindicato do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (Sindsemp-mg) e também do Sindicato dos Servidores da Justiça de Primeira Instância do Estado de Minas Gerais (Serjusmig).
A greve iniciou-se por volta das 15h, e os servidores reivindicavam três tópicos, a Data Base, a implantação do Auxilio Saúde e por fim na implantação de um reajuste para os o Escrivães e Contadores.
O Oficial de Apoio, Elisson Eduardo Silva, explicou sobre as reivindicações da classe. “Nossa Greve está pautada em três itens, a Data Base, que é uma lei que foi criada para dar um reajuste anual de acordo com a inflação, não é ganho salarial, é a perda inflacionária para corrigir, a implantação de auxilio saúde e a implatanção de reajuste por lei dos Escrivães e Contadores, a base da campanha é essa, mas infelizmente o presidente do tribunal não quer nos ouvir”, diz Elisson.
Elisson diz que o presidente alega uma crise financeira muito forte no estado e diz não ter recursos pra honrar esses pagamentos, mas de acordo com estudos apresentados pelo sindicato, há sim a possibilidade, porém, o presidente se nega a ter ao menos uma conversa com os servidores.
No inicio do ano, o TJMG recompôs os salários dos magistrados em 14,6%, ao mesmo tempo, se nega a corrigir em 8,17% o vencimento de seus servidores.
Para enfrentar os ataques, a decisão foi unir forças, com isso, o SERJUSMIG, SINJUS e SINDSEMPMG, estão todos com suas bases em greve, em justiça de que todas as administrações do TJMG e do Ministério Público do Estado estejam desrespeitando direitos dos trabalhadores destas instituições.
Na semana passada, no dia 09/10, sob o comando do SINDSEMPMG e com o apoio do SERJUSMIG e do SINJUS, aconteceu um ato forte e empolgante em frente à sede do Ministério Público em Belo Horizonte.
Nos próximos dias, caravanas irão percorrer várias comarcas do Estado, assim como muitos postos de trabalho em Belo Horizonte, de forma a intensificar a luta e tentar trazer o maior número de combatentes para essa batalha por justiça.
Para não ser considerada ilegal, pelo menos 30% do efetivo dos servidores públicos devem que estar trabalhando, não atrapalhando assim, as demandas de serviço das instituições.

 

Direitos

A categoria tem uma série de direitos, que há anos não têm sido cumpridos pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Desde 2013, existe uma norma concedendo uma gratificação por atividade de chefia aos escrivães e contadores, esses servidores trabalham oito horas diárias, mas recebem somente por seis horas trabalhadas.
Trata-se da Lei 20.865/2013, mas há anos o Tribunal prolonga seu cumprimento.
Outro direito previsto em lei, garante aos servidores um reajuste salarial para a categoria todos os anos, em primeiro de maio, em cumprimento ao inciso X do art.37 da Constituição Federal.

 

Créditos: Rafael Camargos

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