sábado, 20 de Fevereiro de 2016 05:26h JOTHA LEE

Servidores querem reposição da inflação mais 8% de aumento real nos salários

Categoria define estado de greve antes da entrega da pauta de reivindicações ao prefeito

Os servidores municipais de Divinópolis estão em estado de greve, o que significa que a qualquer momento a categoria pode paralisar as atividades por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia da classe realizada na última quarta-feira, ocasião em que também foi definida a pauta de reivindicações da campanha salarial para esse ano. A deflagração do estado de greve é uma ameaça ao Executivo, para forçar o atendimento das reivindicações da classe. “É uma decisão que significa que a qualquer momento uma greve poderá ser deflagrada pela categoria, caso não haja bom resultado na negociação entre as partes”, conforme informa nota oficial do Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram).

 

 


A assembleia, que teve a participação de cerca de 100 servidores, aprovou a reivindicação de reposição da inflação no índice de 12%, mais 8% de ganho real nos salários, atingindo a 20% de ajuste salarial. Isso significaria um impacto mensal de R$ 3 milhões na folha de pagamento, ou 36 milhões em 12 meses. A categoria também quer reajuste de 185,71% no tíquete-refeição, elevando o valor dos atuais R$ 7 para R$ 20. Ainda constam da pauta os pedidos de mais segurança no trabalho e realização de concurso público.

 

 


De acordo com o Sintram, a reposição de 12% relativa à inflação do ano passado, deverá ser retroativa a janeiro, para evitar que os servidores tenham perdas. Sobre o pedido de aumento de mais de 185% para o tíquete-refeição, o Sindicato alega que há 10 anos não há aumento no valor desse benefício e acrescenta que a categoria quer a partir de agora o reajuste seja anual, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) medido pela UFMG.

 

 


EDUCAÇÃO
A assembleia dos servidores também aprovou que o Sintram inicie uma ampla discussão com o Executivo sobre os cortes efetuados nas políticas públicas de Educação. O Sindicato justifica informando que a ideia é buscar “um melhor encaminhamento para a questão, de modo que seja assegurada a continuidade dessas políticas públicas para a sociedade civil e educadores”.
Foi formada uma Comissão de servidores para acompanhar a diretoria do sindicato na discussão das reivindicações junto ao Executivo.  A presidente do Sintram, Luciana Santos, comemorou o grande número de servidores presentes à assembleia e destacou a importância da união da classe. "Foi uma assembleia muito produtiva, os servidores atenderam a convocação do sindicato e esperamos essa participação durante todo o processo porque a força de negociação do Sintram está na mobilização da categoria", declarou.

 

 


Na quinta-feira, o Sintram enviou ao prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) a pauta de reivindicações definida pela assembleia. Através da Diretoria de Comunicação, a prefeitura informou que a correspondência do Sintram só chegou ao final da tarde e, como a agenda de ontem do prefeito já estava fechada, não houve como incluir o assunto para apreciação do chefe do Executivo. Informou, ainda, que provavelmente na próxima segunda-feira, o prefeito deverá se reunir com sua equipe técnica e econômica para analisar as reivindicações dos servidores e somente depois disse haverá um posicionamento oficial.

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