segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013 03:22h Mariana Gonçalves

Servidores se reunirão com Secretário de Saúde

A intenção é tentar uma negociação a respeito da portaria que limita as férias dos trabalhadores da saúde.

Está agendada para segunda-feira (02) uma reunião entre os servidores da saúde e o secretário municipal, Dárcio Abud. O objetivo é a discussão e revisão da portaria 80/2013, a qual estabelece situação de emergência na saúde pública de Divinópolis decorrente da crise do Hospital São João de Deus. Já que a mesma, entre outras determinações proíbe os profissionais da saúde de tirar férias.
Na manhã da última sexta-feira (29) a representante do Sindicato do Trabalhador Municipal de Divinópolis e Região Centro Oeste (Sintram), Ivanete Ferreira, se reuniu com servidores da categoria e com a diretora de atenção à saúde, Mary Alves Sant’anna Vieira.  O encontro teve como meta fazer com que os trabalhadores tivessem a chance de passar para Vieira, e por meio dela para o secretário Abud, as suas reivindicações em relação ao descontentamento a esta portaria que segundo a classe, é totalmente desrespeitosa e vai contra os direitos dos trabalhadores.
A agente administrativa, Flávia Adriana Monteiro Rodrigues, conta que não concorda com a decisão do prefeito porque é feito todo um planejamento para a retirada das férias dos trabalhadores. Sendo assim, os trabalhos não ficariam prejudicados com a saída de um ou outro. “Essa decisão foi muito arbitraria, veio de cima para baixo sem consultar ninguém. Fazemos uma programação de férias anuais até mesmo a pedido da direção, que nos orienta que tudo seja programado no início do ano. Então não vai faltar assistência aos atendimentos, essa medida é injusta conosco” declara.
Rodrigues diz ainda que no seu entender essa portaria seria uma espécie de “punição”. “A maioria dos médicos saem de férias em Janeiro e como ele (prefeito) não tinha como bater só na categoria dos médicos resolveu englobar todos os funcionários dessa decisão” finaliza.
Para Aguida Ferreira Barbosa, auxiliar de consultório dentário, a medida foi imposta de forma drástica e irá afetar profissionais que não estão totalmente ligados aos problemas pelo qual a portaria foi desenvolvida. “Cada caso é um caso, e a área odontológica não tem nada a ver com  a grande maioria dos problemas citados nesta medida. Me sinto prejudica também porque tenho 59 anos de idade e pessoas acima dos 50 não podem tirar 15 dias de férias, tem que ser os 30 dias corridos, então como vou fazer? Já havia pedido férias em julho e me negaram, agora seria em janeiro e até então a notícia que tenho é que também não vou sair nessa ocasião” conclui.
A diretora do Sintram, Ferreira, acredita que na reunião de segunda-feira as partes envolvidas possam entrar em consenso. “Espero que nesse encontro participem até uma quantidade maior de servidores. Caso não se chegue a uma conclusão e os representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) não nos receba, vamos ir para o gabinete do prefeito. Isso foi um desrespeito com o servidor, a prefeitura justificou a necessidade da portaria alegando que estamos em estado de emergência por causa da dengue, enchentes e o Hospital São João de Deus. Isso não justifica, pois caso aconteça um surto ou uma real necessidade, todos os profissionais da saúde que estiverem em férias podem ser convocados a retornar ao trabalho, assim como profissionais particulares. Todos os servidores da saúde têm consciência disso, mas também têm consciência de seu direito de férias”afirma.

DIÁLOGO ABERTO

A diretora de Atenção à Saúde, Mary Alves Sant’anna Vieira, garante que todo o conteúdo falado no encontro de sexta-feira será repassado ao secretário de Saúde. Viera, ressalta que foi criada uma comissão para discutir as questões referentes a retirada das férias dos trabalhadores e que os casos estão sendo avaliados de forma individual.

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