sexta-feira, 8 de Agosto de 2014 07:25h Atualizado em 8 de Agosto de 2014 às 07:28h. Lorena Silva

Siderúrgica Mat-Prima tem atividades paralisadas em Ermida

Empresa foi fiscalizada pela Fundação Estadual do Meio Ambiente e foi flagrada em diversas irregularidades

A siderúrgica Mat-Prima foi obrigada a paralisar suas atividades na tarde de ontem, no distrito de Santo Antônio dos Campos (Ermida).  A empresa passou por análise da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), que constatou que a siderúrgica funcionava sem a licença de operação e possuía diversas irregularidades do ponto de vista ambiental.
O analista ambiental da diretoria de fiscalização da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), órgão vinculado à Feam, Robson Bastos, explicou que a siderúrgica passou por fiscalização na semana passada e algumas mudanças foram solicitadas para que a empresa pudesse continuar em funcionamento.
“Detectamos diversas ocorrências que não estão de acordo com as deliberações normativas do Copam [Conselho de Política Ambiental] e do Meio Ambiente. Contudo, a gente solicitou algumas mudanças para que a empresa pudesse continuar funcionando”, disse o analista. Na tarde de ontem ele voltou ao local para fazer a averiguação.

 

 

 

 

 

PARALISAÇÃO
Robson esclareceu que caso estivesse tudo correto o órgão daria a licença para continuar a operação. No entanto, a empresa não apresentou o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para que pudesse continuar funcionando e as atividades foram interrompidas no mesmo instante. “A partir de agora eu vou lacrar a empresa. Tudo para de funcionar, a não ser o forno, que é necessário um tempo específico para ele ter o resfriamento. Mas a partir de agora já não se coloca mais carvão, já diminui o fluxo de energia e ele [o forno] vai resfriando. Mas qualquer atividade interna a partir de agora está parada.”
A operação contou ainda com a presença da Polícia Militar de Meio Ambiente, que foi acionada pela Semad para que fosse garantido o poder de polícia. Após a paralisação das atividades da siderúrgica, um responsável pela empresa foi encaminhado à delegacia para responder criminalmente pelo funcionamento do local sem a licença de operação.  De acordo com o sargento da Polícia Militar de Meio Ambiente, Wilson Martins Elias, o responsável seria conduzido até a delegacia, apresentado à autoridade policial e o processo correria normalmente.

 

 

 

 

DANOS AO AMBIENTE
De acordo com Robson, a siderúrgica vinha causando muitos danos ao ambiente, principalmente à água. “[Foram constatadas] diversas irregularidades, desde a geração indevida de pó de balão à injeção direta de todo resíduo de óleo dentro do córrego. É uma série de ações que vêm ocorrendo e aí a gente resolveu solicitar que se fizessem as devidas adequações”, conta.
Ainda de acordo com o analista, o fechamento da siderúrgica é definitivo até que a empresa se regularize perante o órgão ambiental, seguindo todas as normas ambientais vigentes. “Até que eles apresentem isso a empresa está fechada. A partir de amanhã provavelmente eles já devem procurar a Supram [Superintendência Regional de Regularização Ambiental] para poder fazer todos os procedimentos para voltar a funcionar. A Supram dando a eles as solicitações dos documentos, eles apresentando [as modificações], automaticamente eles podem voltar a funcionar”, finalizou.

 

 

 

 

SIDERÚRGICA
Nenhum representante da siderúrgica presente no momento da operação da Feam quis se posicionar sobre o assunto. A ação coincidiu com a recente morte de um dos proprietários da empresa, José Donizete Bittencourt, ocorrida na última quarta-feira.
 

 


Crédito: Lorena Silva

Leia Também

Imagem principal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.