quinta-feira, 9 de Junho de 2016 13:07h Mariana Gonçalves

Sind-UTE convoca servidores estaduais para paralisação amanhã

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG) - subsede de Divinópolis, por meio da coordenadora do Departamento de Políticas Sociais e Imprensa, Maria Catarina Vale

POR MARIANA GONÇALVES

mariana.goncalves@gazetaoeste.com.br

 

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG) - subsede de Divinópolis, por meio da coordenadora do Departamento de Políticas Sociais e Imprensa, Maria Catarina Vale, está convocando toda a categoria da rede estadual a fazer uma paralisação amanhã. “O cenário federal é preocupante, nós não estamos tomando partido político nenhum, no entanto, a situação que vemos nesse governo interino nos preocupa muito”, diz Maria Catarina.

Ainda segundo a sindicalista, conquistas recentes da categoria podem estar ameaçadas nesta atual conjuntura política. “Está em ameaça o nosso Piso Salarial Profissional Nacional, diante de vários projetos que estão lá para serem votados. O piso é o principal eixo desta paralisação do dia 10 de junho, inclusive, todas as escolas estaduais de Divinópolis já foram avisadas e convocadas”,

No dia da paralisação, serão feitos dois atos, um em Belo Horizonte e outro aqui em Divinópolis, no quarteirão fechado da Rua São Paulo. De acordo com Maria Catarina, quem quiser participar das caravanas que irão para o ato na capital mineira, tem até às 10h de hoje para ligar no Sind-UTE e deixar nome completo, o telefone é o (37) 3222-3326. “Aquele companheiro(a) que não for para Belo Horizonte, pedimos então que ele reforce o ato que será feito a partir das 17h na Rua São Paulo. O Sind-UTE está aliado a outros movimentos, e essa paralisação será muito importante”, pontua a sindicalista.

 

 

 

COBRANÇA POR DIREITOS

 

A paralisação busca ainda defender pontos importantes, os quais, inclusive, já foram pautados durante um longo período de negociações com os governos. São eles: os royalties do pré-sal para a saúde e a educação. Recursos no orçamento para educação, não à reforma da previdência. Não à parceria público-privada na educação.

“Hoje, nós temos uma gama dos trabalhadores da educação em vias de se aposentar, mas pelas regras do fator previdenciário, nós vamos perder a aposentadoria especial. Então, esse momento do cenário federal, exige de cada Estado, município, cada sindicato da classe trabalhadora, parar e ir para as ruas, porque, caso contrário, isso não terá volta, está ameaçado até quem já se apontou”, destacou Maria Catarina, salientando ainda a necessidade urgente de mobilização por completo da categoria, para evitar que projetos que trarão prejuízo aos profissionais da educação tenham continuidade no governo. “Nossa luta é ainda contra a parceria público-privada, uma das nossas grandes preocupações. A entrega das escolas para as organizações sociais, como vem acontecendo no Estado de Goiás”, completa.

 

 

 

ACORDOS

 

A coordenadora do Departamento de Políticas Sociais do Sind-UTE frisou que o acordo feito com o governo do Estado, neste início de 2016, vem sendo cumprindo à risca. “Em Minas Gerais, tudo que acordamos com o governo do Estado vem sendo cumprido regularmente, essa semana, já foram publicadas mais 2.500 nomeações, então, quer dizer, todas essas conquistas que temos feito, com muita luta e boa vontade, isso tudo pode correr risco de ir por água abaixo. A gente fica muito sentido em ouvir ainda pessoas que dizem que o sindicato não faz nada, quando, na verdade, temos uma luta sindical de anos, o que pedimos agora não é reconhecimento, mas sim participação da categoria nas nossas mobilizações”, encerra a ativista.

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