sexta-feira, 14 de Agosto de 2015 09:54h Atualizado em 14 de Agosto de 2015 às 09:55h. Mariana Gonçalves

Sind-Ute promove pesquisa para traçar perfil dos educadores de Divinópolis

O trabalho de pesquisa mobilizado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG) nas escolas do Estado

O trabalho de pesquisa mobilizado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG) nas escolas do Estado, pretende identificar, por meio de um questionário, o perfil dos trabalhadores da educação de Minas Gerais. Em Divinópolis, as pesquisas começaram no inicio desse mês, sob a coordenação de Maria Catarina Vale.
Saber quem de verdade é o trabalhador que está dentro das escolas é de fundamental importância para o sindicato, conforme Maria Catarina. “Quais são as demandas destes profissionais? Quem, de fato, são eles? Como esse é um trabalho muito extensivo, estamos pedindo aos diretores de escola que viabilizem esse trabalho da melhor forma para a gente com os nossos representantes, que estão nas escolas. Há muito tempo, o Sind-Ute vem pensando nessa demanda, porque o rosto da educação vem mudando muito, e a gente não sabe quem está chegando, qual o perfil desse trabalhador que está formando recentemente nas universidades, qual a condição socioeconômica dele, o seu perfil ideológico para estar dentro da educação”, destaca.
As respostas do questionário serão estudadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), contratado pelo Sind-Ute para a realização desse trabalho. “Esse questionário é de mais de 60 perguntas, no entanto, temos cinco aspectos muito importantes que estamos investigando dessa categoria, que são as características socioeconômicas e demográficas, temos uma diversidade de mulheres trabalhadoras da educação que hoje são 'arrimo' de família e queremos constatar isso. Queremos saber informações sobre o trabalho, carreira e rendimentos. Condições de saúde, isso para nós é fundamental, situações vividas no local de trabalho, violência no local de trabalho” explica Maria Catarina.

 

BASE PARA MELHORIAS

De acordo com Maria Catarina, a pesquisa servirá até mesmo para conduzir os futuros trabalhos do sindicato. Além disso, ao final desse trabalho, os documentos serão enviados à Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), e possivelmente, aos órgãos do governo federal, ligados à educação.
O diretor da Escola Estadual Joaquim Nabuco, Roberto Rodrigues Ribeiro, destaca primeiramente o fato de o Sind-Ute realizar um trabalho de pesquisa com a categoria de educadores, visto que essa ação é bastante incomum no Brasil. “A pesquisa na área de educação para nós, que somos profissionais desta área, é de fundamental importância. Eu, enquanto diretor escolar e professor, desconheço qualquer ação desse nível e dessa significância para a educação, pois a partir do momento que tem uma pesquisa que vai buscar dados, essa pesquisa é muito séria, porque pode servir depois inclusive para parâmetros de discussão”, afirma.
Ainda conforme o diretor, por ser um trabalho que irá atingir todos os municípios mineiros, ao final, será possível não somente ter traçado o perfil dos educadores de Divinópolis, mas também de diversas outras cidades, o que para o sistema da educação, de modo geral, será muito bom. “Quando falamos da questão de pesquisa e de conhecer, estamos falando de conhecer além de Divinópolis, vamos ter um mapa do Estado, a intenção é conhecer a escola do Estado. Toda escola é uma escola, o ser humano é individuo, lógico que existem especificações de individuo e escola, mas o sistema é um só, quando solta uma regra, uma resolução ou quando se tem um plano de carreira, não se olha uma escola e nem professor específico, olha-se um grupo”, encerra.

 

Créditos: Mariana Gonçalves

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