quinta-feira, 4 de Dezembro de 2014 04:38h Atualizado em 4 de Dezembro de 2014 às 05:18h. Mariana Gonçalves

Sindicato vai esclarecer situação da maternidade do HSJD em assembleia

Hoje e amanhã o Sindicato Profissional dos Enfermeiros e Empregados em Hospitais, Casas de Saúde, Duchistas e Massagistas de Divinópolis (Sindeess)

Hoje e amanhã o Sindicato Profissional dos Enfermeiros e Empregados em Hospitais, Casas de Saúde, Duchistas e Massagistas de Divinópolis (Sindeess), estará promovendo uma assembleia para inteirar os profissionais da saúde acerca da real situação da maternidade do Hospital São João de Deus (HSJD).

Segundo a diretora do Sindeess, Denísia Aparecida da Silva, o hospital não tem sido sincero no que diz respeito a manter os funcionários a par dos problemas da maternidade. “Lá [no hospital] acontecem mil e uma coisas, porém, se o sindicato não informar, os funcionários não ficam sabendo de nada porque a empresa [interventora] também não comenta”, afirma.

De acordo com Silva, os funcionários do setor da maternidade foram remanejados para outros setores do hospital, mas a grande maioria está insegura e sofrendo com a pressão feita pela direção do HSJD. “Estivemos ontem panfletando no hospital e aí aproveitamos para subir os setores. Está um verdadeiro caos, os trabalhadores do setor da maternidade que foram remanejados estão em pânico, a pressão da chefia e dos médicos está demais”, conta.

 

 

 

SEM CONDIÇÕES
A sindicalista afirma que a maternidade não tem condições de voltar às suas atividades. “Falaram que a maternidade pode ser aberta, mas é mentira! Um médico nos procurou dizendo que não houve acordo nenhum. Segundo nos relatou, a Prefeitura disse que bancaria os médicos durante três meses e daí por diante eles não sabem como fazer. Para nós está sendo colocado o seguinte: os médicos estão dispostos a trabalhar, porém, a oferta que a Prefeitura, o Ministério da Saúde e a Promotoria Pública estão fazendo não considera chamar nenhum outro profissional para integrar a equipe. E os médicos que atualmente estão na unidade não conseguem atender toda a demanda”, destaca Silva.

Recentemente a Gazeta do Oeste noticiou os problemas envolvendo também o setor de nefrologia do HSJD. Demissões e salários atrasados foram os assuntos relativos a este setor. Contudo, o  auxiliar de enfermagem Amarildo Gonçalves fala ainda sobre o descaso com os demais funcionários do setor e sobre um tomógrafo que está parado no almoxarifado há tempos, correndo o risco de trazer sérios problemas à saúde de pacientes e funcionários da unidade.

“Sobre o equipamento é até mesmo uma questão de segurança.  Ele tem ampolas de Raio X que são bem mais potentes que um Raio X comum. Esse equipamento tem quase cinco anos parado e aí vem a pergunta. Será que tem algum técnico de segurança acompanhando isso? O local onde este equipamento está alojado é um ambiente fechado, abafado, mas que tem circulação de pessoas. Se o hospital não quer mais esse aparelho, então procure um destino para o mesmo”, diz Gonçalves.

Segundo ele, o setor da nefrologia até então era um dos que não tinha problema algum, mas atualmente não é bem assim que estão as coisas. “Depois que exploram bastante esse setor, tiraram dele muito dinheiro, descobriram que ele é inviável para o hospital e querem o terceirizar. E isso é a precarização do serviço”, afirma.

 

 

 

CENÁRIO DIVINOPOLITANO
Em reunião ontem pela manhã na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal do Município de Divinópolis (Sintemmd), um grupo composto por lideranças sindicais e comunitárias se encontrou com representantes da imprensa para um esclarecimento e posicionamento sobre os principais problemas que afetam diretamente a vida da população de Divinópolis.

Segundo a diretora do Sintemmd, Maria Aparecida da Silva, a terceirização, principalmente dos serviços públicos, tem causado sérios problemas a inúmeros segmentos da sociedade divinopolitana. “Inclusive já estamos discutindo isso desde o ano passado. Daí temos três importantes áreas que estão passando pela onda da terceirização: Educação, Saúde e a Prestação de Serviços Privados”, conta.

Ainda conforme Silva, o cenário considerado para Divinópolis é “sinistro”. “Estamos com um quadro de saúde totalmente deteriorado. E isso devido à terceirização do serviço. A Prefeitura, o Estado e a federação entregaram na mão de uma empresa a saúde de 230 mil pessoas, diretamente, e de 1 milhão de pessoas, indiretamente, que corresponde à região Centro-Oeste, e agora enfrentamos essa desorganização no HSJD”, salienta.

Sobre a Educação, a diretora do Sintemmd fala principalmente sobre o modelo de educação infantil, baseado no projeto de creche em tempo integral. “Foram feitos cinco Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei) já nos parâmetros do pró-infância, projeto do governo federal. Porém, esses centros hoje não atendem um terço da população, chegando ao ponto de termos 70% da educação infantil na mão da iniciativa privada”, afirma.

A intenção desse movimento unificado é, além de apresentar um panorama dos problemas em Divinópolis, chamar a atenção da população para a união. A partir de agora o grupo trabalha na criação de um Conselho de Lideranças para ampliar a participação nos assuntos de interesse público junto aos governantes. Por isso a população é convocada a fazer parte desse movimento.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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