terça-feira, 8 de Março de 2016 09:36h Pollyanna Martins

Sindicatos realizam movimento no Dia das Mulheres

O movimento será feito no quarteirão fechado da Rua São Paulo, de 8h às 10h, e depois, a partir das 16h

Sindicatos de Divinópolis realizarão um movimento hoje, no quarteirão fechado da Rua São Paulo, no Centro de Divinópolis, em prol do Dia Internacional da Mulher. O objetivo é valorizar e fortalecer a participação da mulher como agente social transformador. O evento será promovido pelo Sintram, Sinpro, SindUTE, Sindeletro, Sindicato dos Bancários e o Sindicato dos Metalúrgicos das 8h às 10h e às 16h. De acordo com a coordenadora do departamento de políticas públicas do Sind-Ute Divinópolis, Maria Catarina Laborê, a violência contra a mulher será o tema principal discutido com um grupo de alunos da Escola Estadual Dona Antônia Valadares e com a população. “A gente quer fazer uma aula pública com o grupo de alunos e com a população. Nós achamos importante tentar mudar através da educação o pensamento machista, que vive inclusive dentro das escolas”, explica.

 


Segundo Maria Catarina, a Lei Maria da Penha será discutida também durante o movimento, além do tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2015, violência contra a mulher também será abordado com os jovens. “Nós vamos discutir com os jovens o que eles acharam do tema do Enem do ano passado, um tema social tão pertinente. Nós tivemos, através desta redação, uma série de denúncias junto à Delegacia de Mulheres, aos direitos humanos”, conta. Catarina ressalta que o intuito é fazer com que a temática seja tratada no âmbito escolar para conscientizar crianças e adolescentes. “O intuito é fazer com que a educação na escola passe a tratar desta temática. Essa não é uma temática apenas de igualdade entre homens e mulheres, é muito mais do que isso. Nós queremos fazer este diálogo, nós precisamos caminhar muito para que a mulher comece a se enredar como sujeito da sua história”, frisa.

 

 


A coordenadora ressalta que ainda está distante a discussão do assunto nas escolas, e que a temática tem que ser enfrentada de frente por toda sociedade. “É um tema que pode ser desenvolvido em redações, na matemática, com gráficos mostrando os índices de violência, divulgando amplamente o 180 [dique-denúncia]”. O feminicídio, aprovado no ano passado como crime hediondo, também será explicado e discutido hoje, durante o movimento. Maria Catarina frisa que os temas polêmicos devem ser discutidos diante da sociedade brasileira, para que as pessoas mudem o comportamento machista. “Nós vivemos em um mundo extremamente machista, e as coisas só vão mudar a partir do momento que cada mulher, cada jovem, cada criança tiver uma formação familiar, porque a formação familiar é o que eles estão presenciando dentro de casa”, reforça.

 

 


MULHER NEGRA
O mercado de trabalho para as mulheres e o preconceito com as mulheres negras será outro tema abordado, para que a população tenha consciência da realidade que elas enfrentam todos os dias. “O ataque, a violência contra a mulher negra, o mercado de trabalho, nós vamos tratar disso especificamente. Vamos explicar como começou este movimento no Brasil, e reativar também essa discussão da mulher negra, que sofre grande preconceito no mercado de trabalho, na questão estética, os padrões de beleza relacionados aos cabelos crespos, as roupas”, conclui.

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