quinta-feira, 7 de Maio de 2015 12:26h Mariana Gonçalves

SindUTE organiza assembleia para discutir propostas referentes à educação

A direção do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG)

A direção do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG), sede de Divinópolis, está organizando para  o próximo dia 11 uma assembleia municipal, que tem por objetivo discutir com os profissionais da educação as propostas sobre salário, carreira e o andamento das negociações com o Governo de Minas Gerais. A assembleia será realizada na Escola Estadual Padre Matias Lobato, no período da manhã, a partir das 8h, e a tarde, às 14h.

A coordenadora do SindUTE, Maria Catarina Vale, salienta a importância da participação da categoria nessa reunião. “Os servidores da rede estadual de educação precisam se unir a nós para fortalecer o sindicato. Estamos discutindo um problema que é de todos os trabalhadores da categoria. Estamos de luto pelo ocorrido com nossos companheiros no Paraná e também pela educação em Minas Gerais. E para isso mudar é muito importante que as pessoas participem dessa assembleia aqui em Divinópolis”, enfatiza.

O que for decidido nessa assembleia será anexado às propostas das demais sub-sedes do SindUTE, para então serem discutidas e avaliadas na Assembleia Estadual programada para o dia 14, em Belo Horizonte. Nesse dia, haverá uma paralisação das atividades da rede pública de ensino, com indicativo de greve.

 

ANDAMENTO

Já há alguns meses, a Gazeta do Oeste vem acompanhando o andamento das negociações e discussões referentes às reivindicações dos professores da rede estadual de ensino ao Governo de Minas. Conforme citamos em matérias anteriores, as principais revindicações giram em torno do reajuste salarial – com o pedido de pagamento do piso, além de exigência da revisão na carreira e da situação dos servidores aposentados.

De acordo com a coordenadora do SindUTE, a luta por melhores condições trabalhistas ainda não chegou ao fim. No entanto, o espaço que o atual governo tem dado aos sindicatos para o desenrolar dessas discussões tem sido algo positivo. “Já fizemos dez reuniões com o governo e isso é um fato importante, porque nos últimos 12 anos praticamente não tivemos essa oportunidade. Claro que estamos colocando em discussão todos os pontos que não concordamos, das propostas feita pelo Governo”, diz Maria Catarina.

Dessas reuniões com o governo já começaram a surtir alguns resultados. “Nós não poderíamos aceitar a forma como o governo estava desprezando o segmento de aposentados, e isso agora foi acertado. Todos os aposentados da educação irão receber o abono pago em três vezes. Os avanços relacionados à carreira, a questão dos aposentados, a manutenção dos níveis da carreira é resultado da nossa pressão”, completa a coordenadora.

Em nota enviada à imprensa, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) apresentou algumas de suas propostas para a categoria. Além da garantia de cumprimento da implementação do piso salarial até 2018, o governo prevê que os aposentados na educação básica, que fizerem jus à paridade, recebam o mesmo reajuste dos servidores ativos.

O governo também se comprometeu a nomear 60 mil servidores concursados até o fim do mandato, em uma escala de 15 mil por ano. Cabe lembrar que o momento ainda é de discussão e avaliação das propostas tanto por parte dos sindicatos quanto por parte do governo.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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