quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015 08:56h

Sintram solicita ação da Semusa em relação à situação de servidores da UPA

Inexistência de diálogo e atraso em pagamentos e horas extras são uma das principais queixas

A inexistência de diálogo com funcionários, salários e horas extras atrasadas, assédio moral, insalubridade, privilégios dos contratados em relação aos concursados e contratação de profissionais sem o perfil desejado para atendimento de urgência e emergência. Essas foram as principais queixas relacionadas à atual administração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Divinópolis levantadas pelo Sintram em reunião com a diretora de Emergência e Urgência da Semusa, Cristiane Joaquim , na última semana, na sede do sindicato.
Além dessas queixas, os diretores do sindicato, Alberto Gigante, Luciana Santos e Ivanete Ferreira, juntamente com a enfermeira Jussara Amaral, que representou o corpo de funcionários da UPA, solicitaram ação da Semusa, pois desde o dia 19 de dezembro de 2014, quando ocorreu a intervenção do Ministério Público na Santa Casa de Formiga - atual gestora da UPA – não houve manifestação pública da entidade sobre o fato ou orientação aos funcionários por nenhuma das partes.
A diretora secretária, Luciana Santos, destacou que é preciso medidas urgentes para corrigir essa total falta de diálogo e a troca de servidores experientes e treinados por recém-formados. "Isso está fazendo com que a qualidade do serviço despenque, além das mudanças prometidas do SIM- SAÚDE não terem saído do papel.  O serviço oferecido hoje está de pior qualidade se comparado ao da UPA Central e os responsáveis pela gestão agem como se tudo estivesse normal. O Sintram quer  mudanças na administração da UPA porque os servidores e a população estão sendo prejudicados", declarou Luciana.
A representante da Semusa, Cristiane Joaquim, demonstrou surpresa com o volume de questionamentos e disse não ter conhecimento de tantos problemas. Segundo ela os diretores da UPA não repassaram a Semusa os questionamentos de encontro anterior do Sintram, momento esse no qual os diretores da UPA tiveram acesso a essas queixas.  A diretora solicitou para ser acionada quando os servidores julgarem que os problemas não estão sendo devidamente enfrentados com medidas eficazes pelos gestores da UPA.  Cristiane comprometeu-se ainda a agendar reunião com o Secretário de Saúde, David Maia D'Oliveira, ressaltando que, apesar da terceirização, a Prefeitura mantém a responsabilidade na condução da saúde pública do município e a UPA é uma unidade fundamental no processo.

 

Crédito: Mariana Cançado / Sintram

Leia Também

Imagem principal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.