terça-feira, 1 de Setembro de 2015 11:01h Atualizado em 1 de Setembro de 2015 às 11:02h. Mariana Gonçalves

Situação de ponte faz moradores da comunidade Tamboril ficarem revoltados

O único e principal acesso à comunidade do Tamboril é por uma ponte “improvisada” de tábuas, feita pela Prefeitura de Divinópolis, após parte da estrutura da ponte original ter sido levada pelas chuvas

No entanto, a população local pede que uma solução definitiva seja dada ao problema, pois conforme moradores nos relataram, as medidas paliativas feitas pela Prefeitura já não são mais suficientes. “O problema é que eles estão sempre remendando a ponte, teve até um pessoal da Prefeitura que veio essa semana para trocar algumas das tábuas que estão soltas, nós não deixamos, porque isso não adianta, tem é que ser feito uma coisa melhor. Nessa ponte passa caminhões pesados todo dia, e pode acontecer a qualquer hora um acidente”, destaca o presidente da comunidade, Custódio Gomes de Oliveira.
O terreno onde hoje está sendo usado como aceso à comunidade se trata de uma propriedade particular, conforme Custódio nos relatou na época em que a primeira ponte foi destruída pela chuva, a equipe da Prefeitura conversou com o proprietário do terreno – um morador local, e com sua autorização, criou esse desvio. No entanto, o presidente da comunidade destaca que na época em que houve tal acordo, o terreno seria usado apenas por um período de 60 dias. “O dono do terreno pensa até em fechar aqui a passagem, quando a ponte caiu, o pessoal da Prefeitura veio e conversou com ele, para pedir a terra, mas o prazo de dois meses que eles falaram já se tornou seis meses e nada mudou”, afirma o presidente da Comunidade Tamboril.
Nossa equipe verificou durante a reportagem, que a ponte realmente está com algumas tábuas soltas, tem pedaços de pregos que, a olho nu, podem ser vistos se desprendendo das tábuas. A população se colocou disponível para arcar juntamente com a Prefeitura com as despesas necessárias para o reparo da ponte de concreto.

 

PALIATIVO

Uma equipe da Prefeitura esteve no local para trocar as tábuas, mas os moradores impediram que eles fizessem tal serviço, com isso, Custódio disse que a Prefeitura ameaçou chamar a polícia para a população. “Estamos irritados, queremos algo definitivo, chega de enrolar a nossa população”, finaliza o presidente da comunidade.


EM CONJUNTO

O secretário municipal de agronegócios, Paulo Marius, esclareceu que não foi dado um prazo sobre o reparo da ponte, foi dito apenas que seriam feitos esforços para uma solução o mais rápido possível. Paulo falou ainda que há dois anos foi pedida a ajuda do governo do Estado, mas até o momento, nem resposta para esta solicitação houve. “Já tivemos deputado e até vereador que nos ajudou com esse pedido para o governo, mas nem resposta tivemos. O que vamos fazer é trocar as tábuas rachadas, essa realmente é uma medida paliativa, mas estamos aguardando para fazer a ponte definitiva e isso, na situação em que as Prefeituras se encontram e sem ajuda do Estado, fica muito difícil. Não paramos hora nenhuma, já fizemos vários orçamentos de projetos de ponte, só que os preços estão absurdos”, afirma.
O secretário explicou também que quando os funcionários da Prefeitura estiveram na ponte para fazer a manutenção da mesma, e os moradores impediram que isso acontecesse, foi falado em acionar a Polícia, mas não para fazer algo contra a população, e sim porque em casos como esse, é necessário que se faça um registro, pois caso venha a acontecer um acidente, a Prefeitura não seja responsabilizada, tendo ela tentado fazer a devida manutenção.
Na tarde de ontem, alguns moradores se reuniram com o secretário, a população se colocou à disposição e, junto da Prefeitura, irão tentar encontrar a melhor solução para o problema. Um estudo técnico será feito na ponte, a previsão é que dure 30 dias.

 

Créditos: Mariana Gonçalves

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