quarta-feira, 17 de Agosto de 2016 14:09h Pollyanna Martins

Sobe para 15 o número de óbitos por H1N1 no Centro-Oeste de Minas

No penúltimo boletim epidemiológico divulgado pela SES, no dia 5 de agosto, 24 casos de Influenza A H1N1 e 13 óbitos haviam sidos registrados no Centro-Oeste

POR POLLYANNA MARTINS

pollyanna.martins@gazetaoeste.com.br

 

Subiu para 15 o número de óbitos por Influenza A H1N1 no Centro-Oeste de Minas. De acordo com o último Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), o numero de casos registrados também subiu, de 24 para 26. Foram registrados seis casos em Campo Belo e Divinópolis, três em Dores do Indaiá e Formiga, dois em Pará de Minas, e um caso em Bom Despacho, Itaguara, Itapecerica, Itaúna, Lagoa da Prata e Pitangui. Ainda de conforme o boletim epidemiológico, os óbitos foram registrados em Bom Despacho (1); Campo Belo (5); Divinópolis (2); Dores do Indaiá (1); Formiga (1); Itapecerica (1); Itaúna (1); Lagoa da Prata (1) e Pará de Minas (2).

Segundo a SES, até o momento, foram notificados 4.035 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 2.036 com amostra coletada e processada. Dos casos com amostras processadas, 446 foram classificados como SRAG por Influenza e 51 como outros vírus respiratórios. Dos casos associados à Influenza, 427 eram Influenza A e 16 Influenza B. Naqueles em que foram identificados o vírus A, o subtipo A (H1N1)pdm09 é o de maior proporção, com 284 casos, e os outros 143 eram Influenza A não subtipado. Ainda conforme a Secretaria, em 2016, foram notificados 521 óbitos por SRAG, o que corresponde a 12,9% dos casos. Dos 521 óbitos notificados, 159 foram confirmados para o vírus da Influenza. Desses óbitos causados por Influenza, 106 foram por Influenza A (H1N1); 47 por Influenza A não subtipado; 3 por Influenza B e outros 3 óbitos por Influenza, em que não foi possível classificar o subtipo do vírus.

O número de casos registrados e óbitos por Influenza A H1N1 aumentou 4.633%. Em 2015, foram registrados apenas seis casos e, até o momento, já foram registrados no estado 284 casos. Dos seis casos registrados no ano passado, apenas dois evoluíram para óbito; e neste ano já são 106 mortes por H1N1, o que representa um aumento assustador de 5.200%. Conforme a SES, a Influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, que pode levar ao agravamento e ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção (crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais).

 

PERFIL

 

Segundo o boletim epidemiológico, entre os óbitos por Influenza, a média da idade foi de 55 anos, variando de 9 a 92 anos. Dos 159 indivíduos que foram a óbito por Influenza, 116 apresentaram pelo menos um fator de risco para complicação, com destaque para adultos com menos de 60 anos, cardiopatas e portadores de outros fatores de risco. Além disso, 5,6% fizeram uso de antiviral dentro das 48 horas recomendáveis entre os primeiros sintomas e o início do tratamento, contudo, essa não é a realidade da maioria. Recomenda-se iniciar o tratamento nas primeiras 48 horas.

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