segunda-feira, 6 de Junho de 2011 11:28h Atualizado em 6 de Junho de 2011 às 11:47h. André Bernardes

Sociedade dos Surdos ganha nova sede

Com apoio da prefeitura e empresários, a sociedade poderá desenvolver suas atividades

A Sociedade dos Surdos irá reformar amanhã, 5, a casa no complexo do teatro Gravatá, onde passará ser a sua nova sede. Depois de anos batalhando por um local, a sociedade fez uma parceria com a prefeitura e conseguiu o prédio que estava abandonado e servindo de esconderijo para usuários de droga.


A secretária da sociedade Mirian Cristina da Silva, conta que quando fazia estágio de Libras, viu a situação difícil que os surdos passavam. “Quando eu fiz estágio de Libras, eu via os surdos brigando, se atracando na associação que eles frequentavam. Então fui desenvolvendo nas aulas de libras e os meninos pediam pra fundar uma entidade para trabalhar pela inclusão social. Então fundamos a sociedade para resgatar os surdos que dedicam e querem se desenvolver, eles estavam desmoralizados com a imagem suja, então fundamos a Sociedade do Surdo” lembrou.


A maior dificuldade foi encontrar um local adequado para o desenvolvimento das atividades. A sociedade não conseguiu manter o aluguel de uma sala paralisando os encontros. A secretaria de saúde, Cherrie Mourão cedeu o auditório da Secretária Municipal de Saúde, Semusa, para a sociedade fazer as reuniões, mas a entidade não se acomodou. “A gente correu atrás e vimos uma casa no anexo do Teatro Gravatá abandonada, suja, vândalos usando como banheiro. A prefeitura cedeu a casa e mão de obra e nós reformamos. Empresários da cidade fizeram doações e o que a gente não conseguiu a gente comprou. Agora vamos fazer um mutirão, no domingo pela manhã e vamos pintar. Irão dois profissionais para coordenar os surdos no trabalho. As famílias irão levar o almoço” contou a secretária.


O espaço é temporário, pois a prefeitura doou um lote para a construção de sede definitiva. Agora, a sociedade irá desenvolver atividades, cursos profissionalizantes e aulas de libras que serão direcionados a profissionais como psicólogos, enfermeiros e professores.


Maria Izabel é mãe de um dos frequentadores da sociedade e fala da importância do espaço para o desenvolvimento dos surdos. “O surdo é um indivíduo inteligente, com o intelecto preservado, mas eles têm que lutar pela cultura deles e agir. Toda pessoa que tem uma necessidade precisa de um centro de apoio. Esse ano meu filho foi colocado na escola regular, não tinha ínterprete, eu disse que ia entrar na justiça, fui em Brasília e conseguimos o ínterprete. Então temos que mostrar aos surdos seus direitos, mas eles também tem deveres. Esse é um espaço para eles terem lazer, estudar e conhecer seus direitos” disse. 

Leia Também

Imagem principal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.