quarta-feira, 17 de Agosto de 2016 13:57h Atualizado em 17 de Agosto de 2016 às 14:01h. Mariana Gonçalves

Sujeira acumulada em córrego do Porto Velho expõe população a perigo

POR MARIANA GONÇALVES

mariana.goncalves@gazetaoeste.com.br

 

O córrego localizado próximo ao estádio Waldemar Teixeira de Faria, conhecido como Farião, no bairro Porto Velho, traz uma vista nada agradável. A poluição não está aparente só na água, às margens do córrego, há uma quantidade considerável e assustadora de lixo doméstico. Além de materiais que podem servir como criadouro de dengue, como as garrafas pets, pratos descartáveis, dentre outros recipientes, no local ainda foram despejados lixos, como fraldas descartáveis e restos de resíduos alimentícios. O período de chuvas intensas ainda não chegou, mas é necessária apenas uma pancada de água para arrastar todo esse material jogado no córrego direto para dentro do Rio Itapecerica.

Infelizmente, a população tem contribuído para essa situação, é dever do poder público municipal zelar pela limpeza da cidade, mas é também dever de todo cidadão não descartar o seu lixo de forma inapropriada nas ruas, em lotes vagos, córregos ou rios.

Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura, o local será colocado no cronograma de limpeza da Secretaria de Operações Urbanas. Contudo, há diversos outros pontos pela cidade que também demandam limpeza, sendo assim, a assessoria não mencionou uma provável data que esta limpeza no córrego irá ocorrer. Enquanto isso, cabe à população, de forma geral, ser mais responsável com seu lixo.

 

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

 

Os problemas gerados pelo descarte inadequado de lixo são muitos e, geralmente, visíveis. Na maioria dos casos, eles se configuram como agressões ambientais e até como uma questão sanitária, que coloca em risco a saúde pública. O fato mais surpreendente é que, justamente quem mais sofre e reclama com a sujeira, também é responsável por provocá-la.

O papel do picolé, a latinha do refrigerante e o embrulho do presente, quando descartados em vias públicas, praças e terrenos, afetam a higiene do ambiente e tornam tudo mais sujo. Portanto, caso você gere algum lixo de pequeno volume, carregue consigo até a lixeira mais próxima e faça o descarte de modo correto.

Sacos de lixo dispostos fora da lixeira, resíduos de construção civil depositados inadequadamente e o material descartado em vias públicas acumulam sujeira e formam um cenário que ninguém gosta de ver e conviver.

Quando descartados de modo inadequado, determinados tipos de resíduos provenientes de estabelecimentos comerciais, industriais e unidades de saúde infiltram pelo solo e podem contaminar a terra e os lençóis freáticos, que abastecem as bacias hidrográficas, poluindo o meio ambiente e água que consumimos no dia-a-dia.

Um simples papel jogado em vias públicas pode entupir galerias de águas pluviais, que servem para escoar a água da chuva até córregos e riachos. Uma vez obstruídas por acúmulo de lixo descartado nas ruas, elas impedem a passagem da água, que retorna e provoca alagamentos e inundações.

O acúmulo de resíduo em terrenos ou armazenados de modo inapropriado pode gerar a proliferação de pragas e vetores de endemias e colocar em risco a saúde pública.

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