terça-feira, 23 de Junho de 2015 10:03h Atualizado em 23 de Junho de 2015 às 10:04h. Mariana Gonçalves

Teatro Usina Gravatá recebe “A morte de um Jeca Tatu”

O Teatro Usina Gravatá irá receber a peça “A morte de um Jeca Tatu”

A comédia caipira do autor e também diretor Carlindo de Campos será encenada pela Companhia Inspiração Total no dia 5 de julho, a partir das 19h30. Os ingressos podem ser adquiridos por meio dos atores ou até mesmo no dia do espetáculo na bilheteria do teatro, ao valor de R$ 20 e R$ 10 meia-entrada.

“Intitulei essa peça por ‘A morte de um Jeca Tatu’, por que se eu tivesse colocado ‘A morte do Jeca Tatu’ as pessoas poderiam pensar que eu estava matando o personagem Jeca Tatu do Monteiro Lobato, e não é isso. A peça é a história de um matuto que, mesmo não tendo a sabedoria ensinada por uma escola, ele se fez sábio com os ensinamentos da vida. O enredo é composto ainda de alguns casos que escutei de pessoas, principalmente dos meus avós”, diz Carlindo.

Ao todo, o espetáculo irá contar com uma equipe de mais de dez pessoas, entre atores e profissionais da técnica. A peça tem duração de uma hora.

INSPIRAÇÃO TOTAL

A Cia Inspiração Total é atuante há nove anos, mas seu criador já carrega uma boa bagagem desse meio artístico. “Sempre gostei muito de teatro, participei por dez anos do Grupo Nova Jerusalém – que faz apresentação na semana santa em Divinópolis. Na escola, eu sempre gostei de teatro, só não tive oportunidade de me aprofundar em artes cênicas, mas mesmo sem conhecimento essa área me despertou interesse. Tempos depois tive a ideia de montar um grupo para começar a colocar em prática os textos que eu escrevia, e tem dado muito certo, é um experiência fantástica”, destaca Carlindo.


ARTE QUE VEM DA COLONIZAÇÃO

Existem diversas versões para explicar a origem e chegada do teatro no Brasil, entretanto a versão mais utilizada conta que o teatro brasileiro teve sua origem no século XVI, quando o Brasil passou a ser colônia de Portugal. Os padres da chamada companhia de Jesus, os Jesuítas, vieram para catequizar os índios, e com isso trouxeram suas influências culturais como a literatura e o teatro. Este então foi usado como instrumento pedagógico, em princípio para a educação religiosa, já que os índios tinham uma tendência natural para a música e a dança, e sendo assim os Jesuítas se utilizaram de elementos da cultura indígena e perceberam no teatro o método mais eficaz como instrumento de "civilização".

Até 1584, as peças eram escritas em tupi, português ou espanhol, quando então surgiu o latim. Os autos tinham sempre um fundo religioso, moral e didático, representados por personagens de demônios, santos, imperadores e algumas vezes apenas simbolismos, como o amor ou o temor a Deus. Os atores eram os índios domesticados, os futuros padres, os brancos e os mamelucos. Todos amadores, que atuavam de improviso nas peças apresentadas nas Igrejas, nas praças e nos colégios.

O teatro brasileiro criou forças com o início do Romantismo, no século XIX, por volta de 1838, impulsionado por alguns grandes escritores como Martins Pena, que foi um dos pioneiros com suas comédias de costumes, Artur de Azevedo, Gonçalves Magalhães, o ator e empresário João Caetano, o escritor Machado de Assis e José de Alencar. Mas foi somente em 1900 que o teatro se consagrou. Embora tenha enfrentado fortes crises políticas do país, conseguiu com muita luta a sua independência. O teatro passou por momentos difíceis na época da ditadura.


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