quarta-feira, 24 de Junho de 2015 10:55h Atualizado em 24 de Junho de 2015 às 10:58h.

Técnico-administrativos em Educação do Cefet e da UFSJ de Divinópolis estão em greve

O STJ julgou dia 12 de junho a greve legal e solicitou ao governo que apresentasse uma proposta à categoria em 10 dias

Os técnico-administrativos em Educação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet) e da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), campus Dona Lindu, estão em greve. A categoria paralisou as atividades definitivamente desde o dia 8 de junho, para reivindicar um reajuste de 27,3% no piso da tabela considerando as perdas de janeiro de 2011 a julho de 2016 e turnos contínuos com redução da jornada de trabalho para 30 horas, sem ponto eletrônico e sem redução de salário. Atualmente, a classe trabalha oito horas por dia. Caso a reivindicação seja aceita, eles passarão a cumprir seis horas diárias.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou no dia 12 de junho a greve legal e solicitou ao governo que apresentasse uma proposta a categoria em dez dias. A bibliotecária Maria Inês Passos Pereira Bueno trabalha no Cefet e aderiu à greve junto com outros colegas. Segundo Maria Inês, 100% dos técnico-administrativos em Educação do Cefet e cerca de 50% dos técnicos da UFSJ suspenderam suas atividades. Ela explica que a falta de uma data base para a categoria é outro motivo para a paralisação. “Não é um aumento de salário, são reposições das perdas da categoria. Porque como não temos uma data base de reajuste sempre tem que haver essa luta para que o governo negocie com a categoria, para que nós consigamos essas melhorias”, explica.
Há 17 dias paralisados e com o prazo estabelecido pelo STJ para que o governo negociasse com a categoria, até o momento nenhuma negociação foi sinalizada. De acordo com a bibliotecária, o prazo do STJ já acabou, mas a classe está aberta a negociações. “Nós esperamos que essa negociação ocorra rapidamente para que todos possam retomar as atividades normais. Negociação é o caminho, e todos nós queremos voltar logo ao trabalho e estarmos juntos aos nossos alunos e outros colegas de trabalho”, frisa.

 

PÁTRIA SOLIDÁRIA
Outra reivindicação da categoria é a suspensão imediata dos cortes orçamentários nas instituições de ensino e recomposição do orçamento. A bibliotecária ressaltou ainda que a luta dos servidores é pela educação. Maria Inês lembrou que o slogan da campanha do governo federal é “Brasil Pátria Educadora”, mas realizou cortes na pasta logo após as eleições. “Eu acredito que na verba da educação não se deve mexer, ela tem que ser mantida, e se possível aumentada”, avalia.
A servidora informou também que, enquanto os técnicos estão em greve, eles se juntam para promover campanhas solidárias, como a arrecadação de alimentos não perecíveis e campanhas de doação de sangue. “A gente estabeleceu que deveríamos fazer algumas coisas que fossem solidárias às questões sociais. Nós estamos arrecadando leite integral ou desnatado, alimentos não perecíveis, fraldas descartáveis para serem doadas para o Lar dos Idosos aqui em Divinópolis. Todo o material vai ser recolhido no Cefet ou na UFSJ”, conta.

 

Crédito: Pollyanna Martins

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