terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016 10:28h Atualizado em 23 de Fevereiro de 2016 às 11:29h. Pollyanna Martins

“Toureiros” continuam no Centro de Divinópolis

Apesar de os números de camelôs ter diminuído, ainda é possível encontrar alguns espalhados pelo centro da cidade

Apesar de todos os esforços da Prefeitura de Divinópolis em retirar os “toureiros” das ruas do Centro de Divinópolis, alguns conseguem driblar a fiscalização e continuam com as suas bancas, vendendo os seus produtos. A esquina das ruas Goiás e 1º de Junho eram as mais disputadas. Quem passa pela esquina é abordado por diversos vendedores ambulantes, vendendo todo tipo de produto. De meias a controles para televisão. O Gazeta do Oeste mostrou a situação em dezembro do ano passado, quando as ruas estavam tomadas por bancas e vendedores.

 

 


Dois meses depois, o número de vendedores ambulantes diminuiu, mas muitos ainda são encontrados nas ruas. A situação não mudou nada na entrada no camelódromo, na Avenida 1º de Junho. Nossa reportagem esteve no local, e logo que chegamos fomos abordados por um vendedor oferecendo capinhas para celular. As bancas com óculos escuros, meias, acessórios para celulares, entre outros produtos tomaram conta da entrada do quarteirão fechado. Mães com carrinhos de bebês e cadeirantes ainda precisam pedir licença para passar pelo local. Em dezembro, a vendedora ambulante, Cristiana Gonçalves dos Santos, reclamou que a atitude dos outros vendedores prejudicava as vendas de quem tinha um box no camelódromo. “Às vezes, o cliente vai comprar da gente, mas quando vê essa bagunça que está na entrada, e que é proibida, desanima de entrar e compra dos [ambulantes] que estão na rua”, detalhou.

 

 


Na época, a vendedora disse ainda que a “estadia” dos toureiros era fácil em Divinópolis, pois não havia fiscalização. Quando um vendedor se instalava na cidade, avisava a outros que o comércio nas ruas de Divinópolis era fácil, pois era fiscalizado. “Eles [ambulantes] vêm de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e ficam aqui, porque lá não pode ficar camelô na rua, lá tem fiscalização. Então, como aqui não tem fiscalização, um vem, liga pro outro e fala ‘oh, pode vir, porque aqui é tranquilo’”. A Prefeitura iniciou então, a fiscalização nas ruas da cidade em 20 de janeiro. Em nota, o órgão informou que “a fiscalização é prevista no Código de Postura do Município (lei 6907/2008) e atende ao clamor constante da própria população, comerciantes e de entidades representativas de classe para garantir a desobstrução das vias públicas”.

 

 

 


COMÉRCIO LIVRE
Além de artigos domésticos, ainda são encontrados no centro da cidade vendedores ambulantes com carrinhos de doces – que já foram proibidos de serem vendidos pela fiscalização da Vigilância Sanitária - e frutas, vendendo livremente nas calçadas. Tranquilamente, os toureiros abordam os pedestres e oferecem os seus produtos. A prefeitura informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está fazendo uma fiscalização sistemática pelo menos duas vezes por semana, aonde são apreendidos alimentos e materiais diversos.

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