quinta-feira, 3 de Janeiro de 2013 04:02h Atualizado em 3 de Janeiro de 2013 às 04:04h. Daniel Michelini

Trânsito na Paraná é interditado e ponte será construída

Com previsão de término em abril, obras na cratera da avenida Paraná resolverão o problema que atormenta moradores e comerciantes

O problema que atormenta moradores e comerciantes na Avenida Paraná está prestes a ser resolvido. A cratera, aberta no início do ano passado, foi resultado da enchente que ocorreu na época, do lado do buraco, uma agência de veículos veio a desabar. Em relação aos primeiros meses do ano, a situação no local melhorou, levando em consideração que os destroços permaneceram no local por mais de três meses. A interdição têm início na esquina com a rua Ceará.
No começo de 2012, o até então secretário de Defesa Civil, Adilson Quadros, relatou que não havia um projeto que visasse o problema no local, uma vez que a erosão não foi causada por ação humana, mas sim por força da natureza, pelo grande volume de chuva que provocou a grande enchente, que assustou a cidade. Segundo ele, foi feito um projeto para fazer uma ponte no local, o valor total do projeto estava avaliado em R$ 2,5 milhões. Assim, Adilson disse que era preciso aguardar para que a verba pudesse ser liberada e as obras iniciadas.
No entanto, o valor caiu para R$1,7 milhão. Com a verba liberada, o projeto da ponte foi oficializado e a previsão é de que seja concluído até o dia 7 de abril, revelou o coordenador da Defesa Civil, Adriano Cunha, que está à frente do projeto. As obras para a solução do problema começaram no início de Outubro, após a liberação do dinheiro junto ao Governo Federal.
A avenida Paraná é uma das principais vias da cidade, sendo usada como acesso à importantes locais, como rodovias, hospital público, universidades e parque exposições. Assim como em diversas oportunidades durante o ano passado, o trânsito no local precisou ser desviado para as ruas Castro Alves e Piauí, buscando evitar quaisquer tipos de acidentes. A interdição total da via foi feita ontem e deverá permanecer até a revitalização total da avenida: “Foi uma mudança da estratégia de ação dos serviços de recuperação”, disse o coronel Adriano Cunha, enfatizando que acontecerá a destruição total do canal para que a fluidez ocorra melhor.
Adriano ressalta que a expectativa era para que as obras terminassem em março. No entanto, como era esperado um período de constantes chuvas, o atraso foi inevitável: “Esperávamos um grande volume nesse fim de ano e essa expectativa não foi concretizada com a intensidade de chuvas que era aguardado”, disse, lembrando que houve ainda algumas pancadas de chuva que inviabilizaram a permanência dos trabalhos de engenharia: “Houve uma interrupção momentânea e, á partir de hoje (ontem), o trabalho foi recomeçado”, garantiu.
Como a cratera já tomou conta de mais de 80% da pista, o restante será demolido para que a ponte seja construída: “A ideia inicial era fazermos a obra em duas etapas para que o trânsito na Avenida Paraná não fosse interrompido”, disse Adriano Cunha, ressaltando a complexidade da obra, o que inviabilizou o projeto de início: “Devido à isso, não tivemos êxito”. O projeto consistia na construção de outra via, que seria utilizada durante a revitalização da atual.
O viaduto será construído apenas no local da cratera, se iniciando na cabeceira de onde se encontra a seção de vazão da água: “Essa seção será triplicada. Teremos uma seção a mais para a direita e outra à esquerda da seção atual”, explicou o coordenador da defesa civil.
Nas últimas semanas, o trânsito de meia pista era uma realidade na avenida. Contudo, Adriano explica que o projeto para a construção de uma ponte inviabilizou a continuação do trânsito naquele espaço: “Fez com que a obra se tornasse ainda mais complexa. O prefeito não queria interromper, procurando atender o comércio do local. Houve uma grande tentativa para que não fechássemos a via.  Porém, chegou num estágio onde isso não foi possível”, disse, enfatizando que o pedido de interdição total foi da empreteira responsável pela obra.
Adriano espera que as chuvas não continuem a atrapalhar o projeto, uma vez que a cratera já completou um ano: “Já atrapalhou muito. Daqui para frente, a expectativa é de que consigamos, o mais rápido possível, a concretização do trabalho”.
O viaduto não irá alterar a engenharia da pista. Será uma ponte reta e que não aumentará o orçamento previsto.

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