sábado, 28 de Novembro de 2015 08:31h Atualizado em 28 de Novembro de 2015 às 08:33h. Mariana Gonçalves

Tratamento estético elimina gordura localizada congelando as células

Desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a criolipólise usa baixas temperaturas para acabar com a gordura localizada

O aparelho é colocado na superfície da pele, fazendo as células de gordura serem congeladas a temperaturas negativas, para serem destruídas. Esse tratamento estético tem atraído uma legião de adeptas, principalmente em Divinópolis.
Conforme explica a Fisioterapeuta especializada em Dermato Funcional, Karla Gontijo, embora seja uma técnica para destruir as gorduras, o procedimento não é o mais indicado para aquelas mulheres que querem reduzir peso. “Ele não é o método voltado para o emagrecimento, porque reduzir medidas é um tratamento para gordura localizada. Aquela gordurinha, por exemplo, de pessoas que fazem academia ou atividade física, e têm aquela concentração de gordura no abdômen, coxa ou flancos. Ou também aquela pessoa que estava bem acima do peso, emagreceu muito, mas não consegue perder mais, então a criolipólise é mais eficaz”, diz.
A técnica é procurada tanto pelo sexo feminino quanto masculino.

 

 

ALIMENTAÇÃO

Como todos os procedimentos voltados para o corpo estão, de certa forma, ligados à saúde, o paciente não pode descuidar e abrir a guarda para a ingestão de alimentos pesados e calóricos. “É um conjunto de harmonia, atividade, alimentação, e o tratamento para eliminar a gordura”, frisa Karla.
Geralmente, o tratamento ocorre em apenas uma sessão, no entanto, o resultado começa a ser sentido com mais clareza num período de até três meses, além disso, o tratamento só pode ser feito três vezes ao ano. “O aparelho vai congelar estas células, então, o organismo vai entender que elas estão mortas e não pertencem mais ao corpo, daí ele mesmo as elimina pelo sistema linfático. Será criado um processo inflamatório, porque o corpo entende que aquilo já não é mais dele, e pelo sistema linfático conseguimos eliminar estas células”, acrescenta a fisioterapeuta.

 

 

CUIDADOS

O aparelho 'suga' a pele, durante uma hora, daquela região específica onde a mulher deseja eliminar a gordura. Nesse período, as células passam por um processo de resfriamento, após a sessão ser finalizada, a fisioterapeuta explica que o local, possivelmente, estará inchado e com uma vermelhidão, porém, em questão de poucas horas, o aspecto da pele volta ao normal.
Karla chama a atenção para os riscos que o tratamento possui, principalmente quando não é feito com o profissional adequado. “Existem riscos, o mais comum é a hérnia umbilical, porque, como é um aparelho que suga a pele durante uma hora, quem tem a hérnia ou está desencadeando, isso propicia ainda mais e pode chegar até a estourá-la, então, nesse caso, nem aconselhamos essas pessoas a fazerem o procedimento”, relata a fisioterapeuta.
Ainda segundo Karla, o método também não é indicado para as pessoas hipertensas, a não ser que estas pessoas tenham a pressão controlada, agora, no caso daquela pressão que oscila muito, a orientação é não fazer. “Fazemos uma avaliação, onde o paciente responde um questionário, nosso intuito é saber como é o dia-a-dia do paciente, seus hábitos. Com isso, avaliamos a gordura e a queixa da pessoa, por exemplo, o paciente se queixa de excesso de gordura na barriga e nos flancos, que é essa lateral da cintura, então, com a avaliação, conseguimos, por exemplo, ver que o procedimento, se feito no abdômen, já vai melhorar a cintura, através da avaliação damos essa orientação”, afirma.
A profissional salienta também que o procedimento pode ser feito por pessoas acima dos 16 anos de idade. Antes deixa faixa etária, não é aconselhado este método, até mesmo por uma questão de adaptação hormonal, e pelo fato da fase de crescimento do (a) jovem.

 

 

PÓS-TRATAMENTO

De acordo com a fisioterapeuta, os profissionais recomendam que, ao terminar o procedimento, o paciente comece a pós-criolipólise, ação que consiste em se fazer a drenagem por um período de até dois meses. Para ajudar o sistema linfático a eliminar as células.

 

 

EQUIPAMENTO DE QUALIDADE

Essa é uma das grandes responsabilidades que está a cargo do profissional, ou da clínica que oferece o serviço, porém, o paciente tem o direito e o dever de verificar a procedência do equipamento o qual será usado em seu corpo. “Esse tratamento, por utilizar a forma de resfriamento, o gelo pode queimar, então, se não usar uma boa manta e não proteger a área que será tratada, corre-se o risco de ocasionar uma queimadura de 3° grau. É muito forte a sucção e o resfriamento, chega a ser de -5 a -10 graus, isso durante uma hora, sem uma proteção adequada machuca. Outra coisa é checar se o aparelho é registrado pela ANVISA, pedi o profissional para abrir a manta na sua frente, porque tem pessoas que reaproveitam esse material, então é ficar atento ao local que procura para esse tratamento”, encerra a fisioterapeuta.

 

 

Créditos: Arquivo Pessoal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.