sábado, 8 de Outubro de 2016 11:00h Pollyanna Martins

UFSJ arrecada lenços para pacientes com câncer de mama

A ação será realizada durante todo mês de outubro, em prol da campanha “Outubro Rosa”

POLLYANNA MARTINS
pollyanna.martins@gazetaoeste.com.br

 

A Universidade Federal São João Del Rei está arrecadando lenços para pacientes com cân­cer de mama. A ação é em prol da campanha “Outubro Rosa” e está sendo realizada em todos os campi da universidade. Con­forme o técnico de segurança do trabalho, José Arimateia de Aleluia Junior, a campanha para a arrecadação dos lenços é promovida pela Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (Progp) e será feita até o dia 31 de outubro. De acordo com José Ari, os lenços arre­cadados serão entregues no Hospital do Câncer no início de novembro. “Não tem nenhuma restrição, os lenços podem ser usados, novos, quem quiser pode doar mais de um. Depois, todos os lenços serão entregues no Hospital do Câncer, em no­vembro”, informa.

Os lenços estão sendo arre­cadados de 8h às 17h, no bloco A, sala 107, do Campus Dona Lindu, que fica na Rua Sebas­tião Gonçalves Coelho, 400, bairro Chanadour. Segundo o técnico de segurança, esta é a primeira vez que a UFSJ pro­move a ação, que será realizada todos os anos. De acordo com José Ari, o objetivo da cam­panha é ajudar a levar mais cor, alegria e esperança para mulheres que precisam. “É a primeira vez que nós estamos fazendo esta campanha, e ela vai continuar pelos próximos anos. Nós fazemos parte do Sistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS) e lá tem um pilar que chama Pro­moção da Saúde, onde podem ser feitas campanhas ligadas à saúde, tanto para o servidor, quanto para a comunidade”, explica.

CÂNCER DE MAMA

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. Segundo o instituto, estatísticas indicam o aumento da sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Con­forme o INCA, são estimados 57.960 novos casos neste ano no Brasil. Ainda de acordo com o instituto, em 2013, 14.206 mulheres morreram de câncer de mama e 181 homens morre­ram do mesmo câncer.

Segundo o instituto, exis­tem vários tipos de câncer de mama. Alguns evoluem de forma rápida, outros não. A maioria dos casos tem bom prognóstico. Conforme a co­ordenadora de prevenção e rastreamento da Associação de Combate ao Câncer do Centro Oeste de Minas (ACCCOM), Sara Lemos, no ano passado, foram registrados 240 novos casos de câncer de mama no Hospital do Câncer em Divinópolis. A coordenadora informa que, em 2015, foram registrados mais novos casos do que em 2014, e neste ano serão registrados mais casos do que em 2015. “De Divinó­polis, foram 71 novos casos registrados no ano passado, incluídos nos 240 que são da região. A probabilidade é que, neste ano, tenham mais novos casos do que no ano passado”, destaca.

PREVENÇÃO

De acordo com o INCA, a prevenção do câncer de mama não é totalmente possível em função da multiplicidade de fatores relacionados ao sur­gimento da doença e ao fato de vários deles não serem modificáveis. De modo geral, a prevenção baseia-se no con­trole dos fatores de risco e no estímulo aos fatores proteto­res, especificamente aqueles considerados modificáveis. Segundo o instituto, estima-se que, por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. Controlar o peso corporal e evitar a obesi­dade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o con­sumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor.

AUTOEXAME

Segundo a última pesquisa realizada pelo INCA, 66,2% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama perce­bem os primeiros sinais da doença com o autoexame. De acordo com a pesquisa, 33% das mulheres descobriram o câncer ainda em estágio inicial; 30,1% identificaram o câncer de mama por meio de mamografia ou outro exame de imagem; e em 3,7% dos casos, quem detectou o problema foi um médico ou um enfermeiro. Sara Lemos frisa que, quando o câncer de mama é diagnosti­cado em fase inicial, a mulher tem 100% de chances de cura e, por isso, a importância do autoexame, além do acom­panhamento médico. “Autoe­xame não é diagnóstico, ele é direcionador, é para a mulher se conhecer. A nossa vivência aqui é de muitas mulheres que estão tratando do câncer de mama, elas mesmas acharam o seu câncer com o autoexame”, explica.

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