sexta-feira, 5 de Agosto de 2016 15:24h Pollyanna Martins

Último caso provável de dengue foi registrado em Divinópolis há três semanas

Os números de casos prováveis começaram a cair em março, quando a cidade enfrentava a sua pior epidemia de dengue

POR POLLYANNA MARTINS

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O número de casos prováveis de dengue registrados em Divinópolis caiu drasticamente nos últimos meses. De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta terça-feira (2), o último caso provável de dengue notificado na cidade foi há três semanas. Conforme o balanço, os números de casos prováveis começaram a cair em março deste ano, quando a cidade enfrentava a pior epidemia de dengue da história do município.

Conforme o boletim, em 2016, o estado registrou, até o dia 1° de agosto, 526.622 casos prováveis de dengue, sendo que, nesta classificação, estão incluídos os casos confirmados e os casos de suspeitas de dengue. O mês com maior índice de casos prováveis de dengue foi em março, quando 158.142 casos foram registrados em Minas Gerais e 444 em Divinópolis. O aumento do número de casos neste ano é alarmante. No ano passado, foram registrados pouco mais de 196 mil casos em todo o estado, contra os mais de 526 mil deste, o que mostra um aumento de 168% no número de casos. Em Divinópolis, foram notificados 2.270 casos prováveis de dengue em 2015 e este o número aumentou para 4.590 apenas nos sete primeiros meses do ano.

De acordo com o balanço, a queda expressiva no número dos casos foi constatada em maio, quando iniciou o período de seca no Brasil. Na terceira semana do mês, foram registrados 64 casos. O último caso provável de dengue registrado na cidade foi na primeira semana de julho. O supervisor geral de controle de endemias, Juliano Cunha, alerta que, apesar de os números de casos terem abaixado radicalmente, é preciso que a população mantenha os cuidados, pois qualquer recipiente com água parada é suficiente para o mosquito Aedes aegypti se proliferar. Juliano ressalta que ações preventivas estão sendo feitas no município para evitar uma nova epidemia. “As ações foram intensificadas, houve a integração dos agentes comunitários e endemias para combater o mosquito Aedes aegypti. Nós estamos fazendo mutirões de limpeza em imóveis que a população denuncia e os proprietários não têm condições de limpar, como um trabalho preventivo”, informa.

 

EPIDEMIA

 

Devido ao aumento de 756% no número de casos deste ano, comparados com os casos de 2015, o Prefeito de Divinópolis decretou estado de emergência no município. De acordo com o então secretário municipal de saúde, David Maia, são esperados mais de nove mil casos neste ano na cidade. “Neste ano nós já temos mais casos notificados do que todo o ano passado. Nós vamos enfrentar o maior pico de dengue da história do município e temos que estar prontos”, afirmou. Conforme o supervisor de endemias, outro fator que influencia a queda no número de casos é o período de seca. Juliano frisa que a população não pode pensar que os casos estão controlados e se descuidarem. “Os agentes de saúde continuam orientando a população com as medidas de controle e prevenção do vetor, além dos mutirões e arrastões de limpeza. Agora, a gente pede para a população continuar realizando as ações do início do ano, quando nós estávamos em epidemia”, solicita.

Juliano reforça que são necessários apenas 10 minutos para fazer a limpeza em casa e eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti. O supervisor de endemias orienta ainda que, em época de seca, o foco principal deve ser as caixas d’água e os vasilhames dos animais domésticos. “A pessoa precisa tirar apenas 10 minutos na semana para vistoriar o quintal, olhar o bebedouro do animal, as calhas e as caixas d’água. É importante retirar as folhas que caem nas calhas, porque, quando começarem as chuvas, não tenha jeito de entupir. Manter as caixas d’água tampadas e limpar também os reservatórios de água das geladeiras e qualquer outro recipiente que possa vir acumular água”, orienta.

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