terça-feira, 7 de Maio de 2013 07:15h

Um direito não tão procurado

Para muitos uma tormenta, mas na maioria das vezes é ela que garante uma vida longe de complicações. A vacinação bem como os inúmeros assuntos que envolvem a saúde é um direito garantido por lei e que é de responsabilidade dividida entre governo federal, estadual e municipal.

Mesmo com todo apelo gerado pelas campanhas antes, durante e depois das mesmas o número de pessoas que recebem as doses de imunização ainda é baixo. Principalmente os grupos tidos como preferenciais. Metas são estipuladas pelo governo, porém, nem sempre estas são alcançadas. E a culpa nem sempre é do governo que tem viabilizado toda a cobertura de vacinação, desta vez é a comunidade que tem estado omissa.

As pessoas devem ter em mente que se não houver uma cobertura maciça de combate as doenças estas poderão se tornar epidemias. É preciso se conscientizar quanto a importância destes momentos que apesar de gerarem dor, salvam!
Algumas pessoas costumam até cogitar a possibilidade de ter reações adversas bem como a morte se tomarem determinada vacina. Isso não existe! Efeitos colaterais são comuns até mesmo quando se toma remédios. Já que cada organismo reage de uma maneira específica.

O que tem preocupado os órgãos de saúde de um canto a outro do país é a baixa do número de pessoas que tem procurado se imunizar contra as doenças. Uma dose grátis que pode salvar vidas e ainda evitar a propagação de doenças catastróficas.

A história já registrou inúmeros casos de doenças que devastou grande parte das populações mundiais, e que se espalharam em proporções incontroláveis. Claro que estas estavam na maioria das vezes ligadas diretamente a falta de condições higiênicas.

Devemos ser mais conscientes de nossos deveres, principalmente o de somar junto aos demais integrantes da população quanto a imunização. Se cada um fizer a sua parte a sociedade estará livre dos surtos.
Receber uma vacina é se proteger contra um tipo de doença, uma forma bem mais fácil e sem riscos para a vida, do que ter que tratar a doença.
A vacinação no Brasil surgiu no início do século XX, nessa época não existia saneamento básico nas capitais, o que comprometia a saúde das pessoas com epidemias de febre amarela, varíola e outras doenças.

Oswaldo Cruz, médico sanitarista, foi nomeado para chefiar o Departamento Nacional de Saúde Pública, a fim de promover uma revolução sanitária em razão das necessidades do país.
A medida não foi bem aceita pela população, pois algumas decisões eram arbitrárias, obrigando as pessoas a se vacinarem, fazendo com que agentes de saúde invadissem as casas para aplicar a vacina contra a varíola. Mas as pessoas não acreditavam que a vacina funcionasse e se negavam a tomar.

A primeira vacina foi criada em 1796, pelo inglês Edward Jenner, que injetou em um garoto de oito anos de idade um soro de varíola bovina, conseguindo imunizá-lo. A raiva de animais era facilmente transmitida para os humanos, mas em 1885, Louis Pasteur criou a vacina contra essa doença. A partir daí surgiram vários outros tipos de vacina, mas uma das mais importantes invenções foi criada em 1960, por Albert Sabin, contra a paralisia, mais conhecida como gotinha.

A vacina leva ao organismo uma pequena quantidade de vírus ou bactérias, fazendo com que o corpo reaja sobre os mesmos, não deixando que se proliferem e causem as doenças. Assim, quando a pessoa tem contato com os mesmos, por meio de pessoas doentes, seu organismo já criou anticorpos, formas de se defender, que não permitem que a doença se instaure.

Divinópolis registrou no primeiro momento da campanha contra a gripe H1N1 um saldo insuficiente de habitantes imunizados. Como esta realidade se projetou em diversas partes do país o Ministério da Saúde estendeu a campanha. Mas se todos fizessem corretamente o dever de casa, nada disso seria necessário.
Fora que todo esse prolongar de cobertura vacinal atrasa outras medidas que podem também beneficiar a população. Então sejamos mais conscientes quanto as nossas próprias obrigações, nossos deveres que na verdade também são direitos. Valorizemos! 

Olho:
“Algumas pessoas costumam até cogitar a possibilidade de ter reações adversas bem como a morte se tomarem determinada vacina. Isso não existe! Efeitos colaterais são comuns até mesmo quando se toma remédios. Já que cada organismo reage de uma maneira específica”.

Leia Também

Imagem principal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.