quinta-feira, 17 de Setembro de 2015 10:17h Atualizado em 17 de Setembro de 2015 às 10:18h. Lorena Silva

Unidade Divinópolis da Uemg promove mobilização sobre a prevenção ao suicídio

Alunos e professores da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) – Unidade Divinópolis participam hoje de uma mobilização com o intuito de debater a prevenção ao suicídio e a valorização da vida

O evento está sendo preparado pelo Laboratório de Terapia Cognitiva e Neurociências e ocorre às 20h, no saguão do Bloco Administrativo.
De acordo o coordenador do Laboratório, o professor Ronaldo Santhiago Souza, a iniciativa está atrelada aos vários movimentos nacional e mundial de prevenção ao suicídio que ocorrem este mês – o chamado Setembro Amarelo. “Vamos mobilizar alunos e professores com a campanha de todo mundo vir de amarelo para que a gente possa pensar um pouco sobre a valorização da vida, a importância da vida e desmistificar algumas questões relacionadas ao suicídio”, explica.
Segundo Santhiago, em uma roda de conversa, alguns professores vão falar um pouco da experiência e das pesquisas que já fizeram sobre a questão do suicídio. “Como nós temos áreas da saúde na universidade, a gente quer também conversar melhor com os nossos futuros profissionais na intervenção de pessoas com tentativa de suicídio na rede de saúde do município de Divinópolis.”

 

DADOS
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um suicídio a cada 40 segundos é registrado no mundo. No Brasil, a OMS revela que são registrados cerca de 9 mil suicídios por ano, ou seja, uma morte a cada hora, sem contar as tentativas de suicídio, que são de 10 a 20 vezes mais frequentes no país. Para o professor, esses são dados extremamente preocupantes, que o Ministério da Saúde coloca como um fator de emergência e de necessidade de intervenção.
“Há intervenções hoje na área da psicologia e na área da saúde pública que fazem com que essas pessoas possam repensar essas tentativas, possam repensar a própria vida. Por isso é importante a Universidade discutir isso, porque a gente enquanto universidade tem a possibilidade de auxiliar essas pessoas que estão com uma perspectiva diferenciada sobre a vida”, finaliza Santhiago.

 

Créditos: Ascom Funedi

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