terça-feira, 7 de Abril de 2015 10:27h Atualizado em 7 de Abril de 2015 às 10:28h. Pollyanna Martins

Unidade II do Hospital São João de Deus será centro de tratamento de diabetes e hipertensão

Medida foi anunciada nessa segunda-feira (6) pelo secretário municipal de saúde, Davi Maia

Após um ano de funcionamento como Unidade II do Hospital São João de Deus, o espaço que abrigou por anos o antigo Pronto Socorro, agora será um Centro de Hiperdia. A medida foi anunciada pelo secretário municipal de Saúde, Davi Maia, acompanhado pelo superintendente da Fundação Geraldo Corrêa, Afrânio Emílio Carvalho da Silva, e pela atual superintendente regional de Saúde, Glaúcia Sbampato.
Segundo Afrânio, a abertura de novos leitos no HSJD possibilitou a transformação da Unidade II em um Centro de Hiperdia. O local deverá passar por readequações nos próximos 30 dias, além de 30 dias para organização da equipe. Só assim o centro dará início ao atendimento à população diabética e hipertensa de Divinópolis.
O secretário municipal explicou que em um primeiro momento o centro será uma iniciativa municipal, que futuramente contará com o apoio do Estado. “Esse é um projeto que é aclamado há muito tempo pelas equipes da Secretária de Saúde, chama projeto hiperdia, específico para tratamento de diabéticos e hipertensos, como por exemplo, o tratamento do famoso pé-diabético. O paciente irá ao PSF, que é atenção primária, e será encaminhado para a atenção secundária, que é o Centro de Hiperdia”, detalha.
Inicialmente o projeto será custeado pelo município e oferecerá três especialidades médicas: cardiologia, angiologia, endocrinologia. Além de uma equipe multidisciplinar com fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais. Para que o atendimento seja ampliado é necessária uma parceria com a Secretária Estadual de Saúde (SES).
Para isso, a superintendente regional de Saúde levará hoje o projeto para a aprovação do Estado. Glaúcia estima que em três meses a parceria já esteja consolidada. “Eu assumi a Superintendência Regional de Saúde há uma semana e, de imediato, já fui procurada pelo secretário municipal com essa proposta. A minha conversa inicial foi com o município e com o prestador hospitalar de verificar a real capacidade de dar este respaldo para a gente. Eu vou estar em reunião com o secretário estadual de Saúde para viabilizar o mais rápido possível esse serviço aqui no município. Eu não vou estabelecer um prazo para não assumir um compromisso, mas a gente espera que de três a quatro meses o Estado dê o aporte financeiro ao Centro”, diz.

 

SUPORTE
Segundo Davi Maia, atualmente 5% da população divinopolitana tem diabetes e 20% tem hipertensão. Para dar suporte no caso de agravamento de algum caso, o Centro irá encaminhar o paciente para internação no HSJD. Para isso, será gerada uma Autorização de Internação Hospitalar (AIH).
“Nós vamos fazer um melhor gerenciamento dos leitos. Muitos pacientes que viriam para internação aqui no hospital vão receber o atendimento apropriado no Centro de Hiperdia. Às vezes é feita uma internação por não existir esse serviço. O atendimento aqui no hospital agora vai ser para o paciente que tiver maior necessidade na internação. Todas as internações serão no hospital. A criação desse programa vai dar uma otimização do leito hospitalar”, explica o superintendente da Fundação Geraldo Corrêa.

 

PARCERIA
Caso seja aprovada a parceria com o Estado, o Centro atenderá também pacientes de São Gonçalo do Pará, Carmo do Cajuru e São Sebastião do Oeste. De acordo com Gláucia, com a união de Estado e Município as especialidades médicas e os exames oferecidos pelo Centro serão ampliados. “A intenção do projeto é que o paciente encontre todas as especialidades necessárias em um lugar só, porque ele é um paciente que complica mais rápido. Com a parceria do Estado, o Centro oferecerá oftalmologista, cardiologista, endocrinologista, nutricionista, farmacêutico, psicólogo, educador físico, fisioterapeuta, assistente social e uma equipe de enfermeiros. Além de sete exames que serão oferecidos, que são a eletrocardiografia, o teste ergométrico, o holter 24h, a ecocardiografia, a retinografia e do doppler vascular.”
Quanto à contratação de profissionais de saúde, Davi Maia afirmou ser necessário apenas contratação complementar de trabalhadores para atender no Centro. “A contratação será apenas complementar, porque nós já temos profissionais na rede. Haverá na verdade um remanejamento. O paciente que, por exemplo, tem o pé-diabético, ele já é acompanhado por um médico na atenção primária. Os pacientes são atendidos hoje parcialmente aqui e parcialmente em cidades vizinhas, quando nós podemos ter referência na cidade, porque profissionais nós já temos”, destaca.

Foto: Anuncio do Centro de Hiperdia (9)
Credito: Pollyanna Martins

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