sexta-feira, 12 de Agosto de 2016 13:43h Mariana Gonçalves

Universitários promovem evento sobre a história da loucura

A Liga Acadêmica de Saú­de Mental, Insanos, formada por estudantes e professores dos cursos de Enfermagem e Psicologia da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) Unidade Divinópolis, realizou nessa semana uma aula aberta sobre a história da loucura.

POR MARIANA GONÇALVES

mariana.goncalves@gazetaoeste.com.br

 

 
O evento é o primeiro promovido pela associação, criada em 29 de junho último, após aprovação de estatuto e eleição dos membros da liga.

Conforme a coordena­dora da liga acadêmica de enfermagem e psicologia, professora Camila Souza de Almeida, o objetivo principal da associação é desenvolver atividades na área da saúde mental a partir dos três pilares acadêmicos: ensino, pesquisa e extensão. “No ensino, são encontros semanais, em que sentamos e debatemos sobre saúde mental, na pesquisa, vamos a campo no Sersam e CAPS/AD e extensão também junto com a comunidade”, contou a professora.

Ainda de acordo com Ca­mila, a aula foi bastante satis­fatória, durante o encontro, foram falados sobre a história da loucura, o percurso da saúde mental na história da humanidade. “O assistente social Ronaldo Duarte fez um apanhado e deu uma ênfase maior no Brasil e em Minas Gerais”, acrescentou a pro­fessora.

Participaram deste aulão, além de estudantes da área, professores, o assistente social Ronaldo Duarte, que trabalha no Serviço de Referência em Saúde Mental (Sersam) de Di­vinópolis. A estudante Vanessa Ayres Tibiriçá, presidente da liga, e a professora Cristiane Nogueira, uma das colabora­doras da associação – ambas são do curso de Psicologia da unidade.

“Buscamos conscientizar a população em geral, fazer com que ela conheça o que são esses serviços substitutivos. O que é saúde mental, porque às vezes falamos, mas, na ver­dade, não sabemos ao certo o que é a sua importância, além disso, ações como esse aulão, por exemplo, são também uma forma dos profissionais e acadêmicos se interarem sobre o assunto e terem um empoderamento maior”, pon­tuou a professora Camila.

SAÚDE MENTAL

Camila falou sobre os ser­viços de saúde mental oferta­dos hoje em dia aos cidadãos, principalmente aos divino­politanos. “Nós temos pela lei os CAPS, que são serviços substitutivos aos manicômios, a ideia é que não existam mais leitos psiquiátricos, então cada leito que é desocupado por uma pessoa que está há 15, 20 anos internada igual ainda existem, eles são fechados, não colocam outra pessoa no lugar”, pontua.

A professora defende a política do atendimento de ‘portas abertas’. “O que se tra­balha hoje em dia são portas abertas, por meio dos CAPS e aqui em Divinópolis, tem ainda o Sersam, que a pessoa vai, faz o tratamento, e volta para a sociedade sem ficar internada”, frisa.

EM DIVINÓPOLIS

“Estamos melhorando, an­tes tínhamos apenas o Sersam, que atendia álcool e drogas e as outras patologias, agora com o CAPS AD, que é especí­fico para álcool e drogas então já é um ganho, essa separação permite um tratamento mais específico. O grande problema em Divinópolis é que a rede ainda não está fortalecida, consolidada, ou seja, precisa­mos de um aporte maior da atenção primária. Teríamos que ter centros de referên­cia, que não temos ainda, mas estamos caminhando a passos vagarosos”, completa

Camila.

Para o final de setembro, a Liga está preparando um evento sobre a saúde mental da mulher. Os acadêmicos estão discutindo o tema junto ao Núcleo Clarissas, que é um movimento formado somente por mulheres da UEMG.

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