sexta-feira, 19 de Junho de 2015 10:25h Atualizado em 19 de Junho de 2015 às 10:27h. Mariana Gonçalves

Usuário da Farmacinha Popular reclama de falta de medicamentos

“As respostas são sempre as mesmas: ‘o medicamento já foi pedido’, ‘dentro de mais alguns dias o remédio chegará’”

Assim disse Geraldo Eugênio Resende Silva, após seis meses tentando pegar um medicamento na Farmácia Municipal e ainda não ter conseguido. O medicamento em questão é o Proloba, que seria para uso constante de sua mãe, Maria da Conceição Resende Silva.

“Eu pego esse medicamento para minha mãe, uma senhora de 84 anos de idade. Desde dezembro do ano passado eu vou semanalmente à Farmacinha e eles sempre têm desculpas para me dar, o remédio mesmo até hoje eu não consegui. A receita médica que eu tinha valeu por seis meses, daí passou esse período e ainda mesmo sem ter conseguido nada, tive que correr atrás de uma nova receita”, conta.

Como o remédio se faz necessário à saúde de dona Maria, Geraldo teve que recorrer a alternativas para garantir o medicamento de sua mãe. “Peguei esse remédio emprestado com um conhecido meu que também faz uso dele, mas acabei tendo de comprar outro para repor o dele e também para continuar tratando minha mãe. Essa situação de falta de remédio lá na Farmacinha é constante. Quando estou lá, percebo várias pessoas reclamando que não tem o medicamento que elas precisam”, pontua.

Além disso, Geraldo questiona a falta de divulgação sobre os remédios que a Farmácia fornece e sobre qual o documento necessário para o processo de aquisição de fraldas geriátricas que, segundo ele, também são entregues no local.

 

 

ATRASO

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), o medicamento citado não foi fornecido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). “Por esta razão, o município de Divinópolis promoveu a aquisição do mesmo, mas a empresa Over, vencedora do processo licitatório, que deveria ter feito a entrega do mesmo até a data o dia 2 de junho de 2015, está em atraso com este fornecimento. As medidas legais cabíveis já estão sendo tomadas”, explicou o órgão, em nota.

Ainda conforme a assessoria, no que tange aos medicamentos fornecidos pela Farmácia da Semusa, estes correspondem a um total de 183 tipos e são destinados a hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia, depressão, analgésicos, antibióticos entre outros males. No que se refere às fraldas, elas não compõem o cesto de medicamentos e insumos oferecidos pela Farmácia via processo administrativo.


Crédito: Mariana Gonçalves

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