terça-feira, 1 de Dezembro de 2015 08:41h Atualizado em 1 de Dezembro de 2015 às 08:44h. Jotha Lee

Usuários reclamam da falta de medicamentos na farmácia do Estado

Secretaria de Saúde garante que estoques serão regularizados ainda esse ano

Quem procurou a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Divinópolis na semana passada em busca de remédios distribuídos gratuitamente pelo programa Farmácia de Minas, foi pego de surpresa ao deparar com um cartaz afixado logo na entrada do prédio, no qual continha uma relação constando a lista de quarenta medicamentos em falta. O cartaz já foi retirado, mas o fornecimento desses medicamentos ainda não foi normalizado e não há previsão para que o abastecimento seja normalizado. De acordo com nota da assessoria de imprensa da SRS o processo de aquisição de boa parte desses medicamentos á está em andamento, porém não firmou nenhuma perspectiva de quando os produtos estarão disponíveis aos usuários.
Entre os remédios em falta, estão medicamentos de uso contínuo, que não podem faltar ao tratamento de pacientes que possuem doenças crônicas, vítimas de infarto e diabéticos. É o caso da Pravastatina - indicada para colesterol alto, hipercolesterolemia, e infarto do miocárdio – e do Primidona, utilizado no tratamento da crise epilética focal e crise epilética psicomotora. Segundo a SRS, esses dois medicamentos estão em processos de aquisição, porém não há previsão para quando estearão disponíveis.
Quanto ao Clobazam, utilizado no tratamento da ansiedade, a SRS informou que o processo de aquisição já foi concluído e que a distribuição já está sendo feita em todo o Estado. Já a Aamantadina, utilizada no tratamento do Mal de Parkinson, não houve informação de quando seu fornecimento será normalizado. Dos quarenta itens listados pela SRS em falta, a assessoria de imprensa informou que já foi normalizada a distribuição de Quetiapina (tratamento da esquizofrenia e do transtorno do humor bipolar), Somatropina (indicada nos casos de baixa produção de hormônio do crescimento; síndrome de tunner; baixa estatura), e Bezafribato (indicado no caso de colesterol e triglicérides altos). Quanto aos demais 32 medicamentos eu constam da lista que foi afixada pela SRS, não houve informações sobre a normalização do fornecimento.

 

REFORMULAÇÃO
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), desde o início deste ano, quando a nova gestão do Governo de Minas Gerais tomou posse, a pasta tomou como prioridade resolver os vários problemas da assistência farmacêutica no Estado, batizado pela gestão anterior como Farmácia de Minas. Ainda segundo a SES, a assistência farmacêutica está sendo reformulada para melhor atender à população e vai ganhar uma nova cara.
De acordo com a SES, em janeiro desse ano, faltavam 165 itens na lista de medicamentos fornecidos pelo Estado, número que caiu para 46 e “continuará a diminuir, tendo em vista a continuidade das ações de intervenção nos processos licitatórios”. Além de iniciar os pregões para compras paralisadas na gestão anterior, a SES realizou um contrato emergencial com os Correios para sanar os problemas de distribuição.
Para intervir efetivamente no desabastecimento de medicamentos, uma decisão importante diz respeito à descentralização da aquisição. Desde agosto os municípios mineiros passaram a contar com mais uma opção para aquisição de medicamentos e insumos. A SES finaliza informando que mais de R$ 16 milhões serão destinados à estruturação das Farmácias das Regionais de Saúde, além de aquisição de equipamentos e mobiliário para inauguração de 100 unidades cujas obras sendo finalizadas.

 

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