sexta-feira, 20 de Novembro de 2015 12:07h Atualizado em 20 de Novembro de 2015 às 12:09h.

UTI neonatal e infantil do Hospital São João de Deus completa 16 anos

Fundada no dia 22 de novembro de 1999, a UTI neonatal e infantil do Hospital São João de Deus revolucionou o atendimento aos recém nascidos e às crianças de Divinópolis e região

Desde a instalação da unidade, a taxa de mortalidade infantil caiu consideravelmente. A UTI neonatal e infantil do HSJD possui hoje corpo clínico de ponta e profissionais qualificados.

Os colaboradores passam por cursos de especializações e sempre voltam agregando conhecimento àquilo que fazem. Quase 70 colaboradores prestam assistência à UTI. São nove médicos e seis enfermeiros, além das equipes de suporte, compostas por fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, oftalmologista, neurologista, pneumologista, sem contar nos residentes e acadêmicos dos cursos de medicina que acompanham os trabalhos.

A UTI infantil tem em média 20 internações por mês. Por ano, são quase 250 atendimentos. Segundo o pediatra Júlio Cesar Veloso, a UTI neonatal e infantil, também chamada de UTI mista, atende de duas a três crianças e de cinco a seis recém nascidos por semana. “A maioria dos atendimentos é neonatal. Na média de internações, o que a gente mais vê são bebês prematuros, abaixo do peso. Tivemos um recém nascido aqui pesando apenas 570 gramas. Hoje ele se recuperou, cresceu e tornou-se uma criança saudável”, disse o médico.

Os pacientes prematuros correspondem a 10% dos atendimentos. Além disso, a UTI mista atende também pacientes cardiopatas, politraumatizados e recém operados. Mas, certamente, nenhum pai quer ver seu filho em um leito de hospital. “Então, existe aquela questão: bebê real e o bebê idealizado. Esse choque de realidade entre os dois causa esse medo, receio, o medo da perda e já existe um estigma em relação às UTI’s. Mas é bom deixar claro que na UTI é o contrário. A luta aqui a todo instante é para viver”, acrescenta Júlio.
CUIDADOS ANTES E DEPOIS
Para quem teve ou está à espera de um filho sabe que esse acompanhamento é o mais importante durante o desenvolvimento do bebê. O pré-natal bem feito diminui ou possibilita ao médico detectar possíveis riscos à saúde da criança. Mas a mamãe também deve fazer sua parte, seguindo à risca todas as recomendações médicas, controlando a alimentação, dieta adequada. Fazer todos os exames laboratoriais e exercícios físicos. Tudo isso para que o bebê nasça no tempo adequado, com saúde e bom desenvolvimento. E o papai, pelo mesmo motivo, tem a tarefa de fiscalizar e amparar a mamãe naquilo que for preciso. Fica a dica.

Mas se o bebê passou pela UTI e mesmo assim não apresentou melhora ou teve alguma complicação, ainda assim é possível seguir com acompanhamento médico profissional na própria unidade hospitalar. O “Follow-up dos recém nascidos de alto risco” desenvolve atendimento para todos os bebês que por algum motivo sofreram complicações.  “Esse método começou a ser desenvolvido aqui no HSJD há cerca de três anos. Todos os pacientes que passaram por complicações, nós acompanhamos aqui, em ambulatório próprio e de lá mesmo a gente encaminha para o serviço necessário, como oftalmologia, neurologia, fisioterapia motora etc.

Júlio Cesar explica ainda que esses pacientes possuem patologias especiais e precisam de uma equipe atenta para detectar possíveis problemas. Se necessário algum procedimento, esse deve ser feito rápido. Tudo isso simboliza a eficiência de uma equipe que, acima de tudo, estima sempre a vida.

 

Créditos: Jimmy Okada

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