terça-feira, 7 de Maio de 2013 07:01h Atualizado em 7 de Maio de 2013 às 12:27h. Mariana Gonçalves

Vacinação contra H1N1 ainda está abaixo da meta

Público alvo tem até esta sexta-feira para vacinar

A campanha de imunização contra a gripe Influenza foi prorrogada até dia 10 e o balanço realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), aponta que o número de pessoas vacinadas ainda está abaixo da meta de 80% preconizada pelo Ministério da Saúde, sendo assim a Semusa estendeu o prazo para que as pessoas consideradas prioritárias procurem os postos de vacina e recebam a dose que é totalmente gratuita, Divinópolis registra no momento o equivalente a 55,93% de imunizações.

O balanço parcial foi divulgado na última quinta-feira (02) e revela que até o momento foram aplicadas 18.855 doses da vacina contra gripe, desse total 2.313 doses foram aplicadas em crianças o que corresponde a uma cobertura de 59,55% desse grupo. A vacinação em gestantes atingiu, até o momento, 51,08% o que equivale a 992 doses de vacinas aplicadas.

A secretaria ressalta que de todos os grupos considerados prioritários na Campanha Nacional de Vacinação conta a Influenza A, o dos idosos é que tem apresentado melhor desempenho, sendo que de 24.618 idosos, 14.840 já foram imunizados, o que representa 60,28 de cobertura.
A Semusa reforça o alerta para que a população alvo da campanha que ainda não se vacinou, não deixe de receber a dose de vacina que é muito importante.

ENTENDA O QUE É
A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, apresenta potencial para levar a complicações graves e ao óbito, especialmente nos grupos de alto risco (crianças menores de dois anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissiveis e outras condições clínicas especiais).

A Organização Mundial de Saúde (OMS), por meio do Programa Global de Influenza, monitora a atividade da doença mundialmente. A atualização, baseada nos dados epidemiológicos e laboratoriais disponíveis, é realizada por meio de informes técnicos divulgados a cada duas semanas.

É uma doença de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais. A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias podem levar o agente infeccioso direto à boca, aos olhos e ao nariz.

Os sintomas, muitas vezes, são semelhantes aos do resfriado ou de outras doenças infecciosas causadas por outros vírus e bactérias, e se caracterizam pelo comprometimento das vias aéreas superiores, com congestão nasal, rinorréia, tosse, rouquidão, febre variável, mal-estar, mialgia e cefaléia.
A maioria das pessoas infectadas se recupera dentro de uma a duas semanas sem a necessidade de tratamento médico. No entanto, nas crianças muito pequenas, idosos e portadores de quadros clínicos especiais, a infecção pode levar a formas clinicamente graves, pneumonia e morte.

Os casos graves da doença evoluem para a síndrome respiratória aguda grave (SRAG) podendo levar até mesmo ao óbito. Essas complicações são bem mais comuns entre menores de 2 anos, idosos, gestantes e pessoas com história de doenças crônicas.
O tratamento antiviral é importante para pessoas de maior risco e no manejo clínico da gripe grave ou complicada, e recomendações de tratamento levam em consideração informações sobre o tipo de vírus de influenza circulante bem como a prevalência de resistência aos medicamentos antivirais entre estes.

A principal intervenção preventiva em saúde pública para este agravo é a vacinação. A campanha anual, realizada entre os meses de abril e maio, contribuiu ao longo dos anos para a prevenção da gripe nos grupos vacinados, além de apresentar impacto de redução das internações hospitalares, gastos com medicamentos para tratamento de infecções secundárias e mortes evitáveis.

A vacinação tem como objetivo reduzir a ocorrência de casos graves e óbitos, sendo por isso indicada prioritariamente para as pessoas de maior risco, que constituem os grupos alvos definidos pelo Ministério da Saúde, mesmo que já tenham recebido a vacina na temporada anterior.

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