quarta-feira, 25 de Março de 2015 11:01h Atualizado em 25 de Março de 2015 às 11:03h. Mariana Gonçalves

Vacinação contra HPV segue até o fim desse mês

A Secretaria de Saúde de Carmo do Cajuru irá atender crianças e adolescentes com a vacinação contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) até o dia 31 de março

A campanha ocorreu, primeiramente, dentro das escolas do município. Recebem a imunização jovens de 9 a 11 anos de idade, a vacina é feita em três doses, sendo a primeira durante esse mês, a segunda em setembro e a terceira após 5 anos depois da primeira dose. “Estamos com a vacina disponível nas unidades do PSF, então aquela adolescente que não recebeu a imunização na escola, ainda pode procurar a unidade de saúde, que a vacina estará disponível”, afirma a Coordenadora da Atenção Primaria e da Imunização, Juliana Paula Esteves.
Como a campanha é direcionada a menores de idade, os pais têm o direito de não autorizar que a filha receba a vacina, os responsáveis assinam um termo, que é documentado pela Secretaria de Saúde. No entanto, não permitindo que a jovem receba a vacina, além de ela ficar desprotegida, o risco de futuramente contrair esse vírus, que causa o câncer de colo de útero, não é descartado.
Juliana explica que são raros os casos em que a vacina apresentou algum efeito colateral, ainda assim, não são efeitos graves. “São raros os efeitos, o que às vezes pode acontecer é uma dor no local da vacina, uma vermelhidão, e em casos pouco frequentes, a criança apresenta a sincope, que é o desmaio, mas aqui no município não tivemos nenhum registro disso”, pontua.
É necessário apresentar o cartão de vacina no ato da imunização, porém, aquelas que não tiverem esse documento na unidade de saúde, será feito outro.

 

PREVENÇÃO

O Papilomavírus Humano é a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo. Com mais de cem tipos de vírus, estima-se que 50% da população sexualmente ativa já tenha sido infectada por algum tipo de HPV.
Embora o preservativo ofereça proteção efetiva, é possível que a transmissão ocorra mesmo com seu uso, uma vez que o parceiro pode ter verrugas na parte externa dos genitais e na área com pelos, regiões que não são cobertas pela camisinha, e acabar transmitindo o vírus. Mas esse fato não exclui o uso do preservativo, pois sem ele, as pessoas ficam mais expostas ao HPV e a outras DSTs.
Com intenção de evitar futuras contaminações pelos vírus, o Ministério da Saúde do Brasil adotou mais uma medida preventiva, que deve ser somada ao uso do preservativo e ao exame de papanicolaou: a campanha de vacinação contra o HPV, iniciada no dia 10 de março de 2014.  Cerca de 2 milhões de meninas de 11 a 13 anos já foram imunizadas contra quatro tipos do vírus: dois de alto risco (16 e 18)  e dois causadores das verrugas genitais benignas (6 e 11). O ministério também conseguiu negociar e comprar a vacina pelo preço mais baixo do mundo: cada dose saiu por R$ 30. Como são três, cada menina gera um gasto de R$ 90 para o governo, que oferece gratuitamente as três doses. Mesmo não sendo um valor baixo, o preço está muito mais em conta do que o oferecido pela rede privada, que chega a cobrar R$1.500 pelas três doses.
Na maioria das vezes, o vírus do HPV é eliminado espontaneamente pelo organismo, mas em alguns casos ele pode provocar a formação de verrugas na pele e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra, além de lesões de alto risco nos órgãos genitais que podem evoluir lentamente para o câncer de pênis e o de colo de útero. O tumor peniano é raro e representa apenas 0,4% dos carcinomas malignos do sexo masculino; já o câncer de colo de útero é bem mais comum: estima-se a ocorrência de cerca de 15.600 mil novos casos anualmente, o que significa o terceiro câncer mais comum entre as brasileiras, atrás apenas dos tumores de mama e colorretal. O mais preocupante é que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero.

 


Crédito: Mariana Gonçalves
Crédito: Assessoria de Comunicação PMCC

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