quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012 19:52h Atualizado em 3 de Fevereiro de 2012 às 10:25h. Marina de Morais

Vacinação de adultos

Em 2012, Ministério da Saúde ampliou a faixa etária para vacinação contra a Hepatite B para até 29 anos

Segundo o Ministério da Saúde, em 2012 vacinas contra Hepatite B tem faixa etária ampliada para 29 anos. De acordo com Osmundo Santana, epidemiologista da Secretaria Municipal de Saúde, a vacina foi inserida no calendário vacinal brasileiro em 1999 e com o passar dos anos sua faixa etária foi ampliada, chegando, em 2012, ao limite de 29 anos.
Osmundo conta que para a doença ser, de fato, prevenida, devem ser administradas três doses da vacina. A primeira no nascimento da criança, em que a vacina é aplicada no próprio hospital. A segunda após 30 dias, e a terceira, 6 meses depois da primeira dose. De acordo com ele, a meta mínima estabelecida pelo Ministério da Saúde, em 2011, era de que 95% das crianças abaixo de um ano estivessem sido imunizadas. Entretanto, em Divinópolis, a porcentagem alcançada foi de 90%. Já na população de adolescentes o número cai ainda mais: apenas 70% está imune à doença.
De acordo com Osmundo, a Hepatite B é uma doença infecciosa, que pode causar cirrose hepática e câncer no fígado. Cerca de 10% das pessoas que contraem a doença não conseguem se curar, pois seu corpo não consegue produzir defesa. A doença pode ser transmitida através do contato de sangue, secreções, compartilhamento de agulhas, seringas, objetos cortantes e relações sexuais sem preservativo. Osmundo diz que é por essa série de fatores que a faixa etária da vacina foi ampliada, principalmente levando em consideração a taxa de imunidade entre os jovens e adultos e a atividade sexual, que tem sido iniciada cada vez mais cedo, sem a utilização de proteções de barreira.
O epidemiologista ainda acrescenta que existe um grupo de comportamento de risco, ou seja, um grupo de pessoas mais vulneráveis a contrair a doença, como caminhoneiros, prostitutas, manicuras, doadores de sangue, profissionais da saúde, entre outro, que pode tomar a vacina independentemente da idade, basta procurar um posto de vacinação. Ele explica que é recomendado às gestantes tomarem a vacina também, para protegerem a si mesmas e seus bebês.
Osmundo conta que alguns fatores influenciam para a não imunidade da população à doença. O primeiro é o desconhecimento de disponibilidade da vacina nos postos. O segundo é a falta de continuidade no tratamento: às vezes a criança toma apenas uma dose da vacina. Outro fator citado por Osmundo foi verificado durante as campanhas de vacinação anteriores: a falta de adesão do sexo masculino à tomada de vacinas. Ele diz que existe um receio cultural entre os homens sobre as agulhas. Por fim, Osmundo ressalta as falhas das equipes de vacinação, que deveriam, ao invés de atender no posto sob demanda, ir até os locais frequentados pelo grupo em questão (adolescentes e adultos), como por exemplo, escolas. De acordo com o profissional, essa ação é chamada de “extra-muro”. Ele também cita que as campanhas nacionais devem alertar mais sobre a doença e seus riscos.
“A vacina contra Hepatite B é segura e quase isenta de efeitos colaterais, pois foi produzida através da engenharia genética, o que também garante sua maior eficiência”, argumenta Osmundo. Ele ainda comenta que o programa brasileiro de vacinação é um modelo mundial do ramo. Hoje o país produz grande parte das vacinas e o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacinas contra mais de doze tipos de doenças como caxumba, difteria, poliomielite, sarampo, febre amarela, entre outras.
De acordo com o epidemiologista a vacina pode ser tomada em qualquer posto de vacinação. Hoje, Divinópolis conta com 33 salas de vacina. Osmundo diz que os pais devem ficar alerta em relação às campanhas e levar seus filhos nas datas estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

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