quinta-feira, 10 de Março de 2016 09:52h Pollyanna Martins

Vacinas do calendário básico infantil continuam em falta em Divinópolis

Município adota medidas para que todas as crianças sejam imunizadas

O estoque para completar o calendário básico infantil de vacinação continua defasado. Desde outubro do ano passado, as vacinas contra a Hepatite A, e a Tetra Viral - contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela - estão em falta na Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Em janeiro deste ano, a vacina contra a Hepatite B, e a Vacina Oral contra Poliomielite (VOP) Trivalente também estavam em falta, e agora, falta a vacina DTP – vacina que protege a criança contra três doenças graves: difteria, tétano e coqueluche. 

 

 

 


Para que a imunização das crianças não seja afetada, a Semusa adotou algumas medidas. Em janeiro, a referência técnica em imunização da Semusa, Marcela Machado Santos, explicou que, em substituição à Tetra Viral, estava sendo aplicada as vacinas tríplice viral + varicela. Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Divinópolis explicou que “quanto ao componente varicela, presente na vacina Tetra Viral (Sarampo, caxumba, Rubéola e varicela), houve envio de 240 doses de varicela monovalente para aplicação conjunta com a vacina Triviral (Sarampo, Caxumba e Rubéola) e, juntas, constituir a vacina Tetra Viral, sendo que para esta última, não há previsão de reabastecimento”.

 

 

 


Quanto à vacina poliomielite – vacina de gotinha – Marcela explicou que estava passando por uma transição e o município dispunha apenas da versão injetável. A assessoria informou que “a vacina VOP Trivalente está em fase de substituição pela vacina VOP Bivalente, a expectativa é de que se regularize até abril/2016.” O órgão esclareceu ainda, que a vacina DTP - usada no calendário básico de rotina para as crianças com 15 meses e aos quatro anos de idade – será substituída pela vacina Pentavalente. “Neste período de falta deste imunobiológico, as crianças receberão as doses de reforço aos 15 meses e 04 anos, com a vacina Pentavalente, que se encontra disponível”. O município informou ainda que, para as vacinas Hepatite B e Hepatite A não há previsão de reabastecimento.

 

 


BCG
Em janeiro, o estoque da BCG, vacina que imuniza contra a tuberculose e também contra as suas formas graves, foi reduzido, e a criança só recebe a primeira dose com agendamento nos postos de saúde dos bairros São José, Ipiranga, Central, CSU e Bom Pastor. O agendamento da vacina foi uma forma que o município encontrou para não desassistir a população. De acordo com Marcela, desde julho de 2015, a aplicação das vacinas está sendo agendada. A referência técnica esclareceu que, antes de o estoque da vacina ser reduzido, a aplicação era feita em todas as unidades de saúde, e no Hospital São João de Deus. “Toda semana essas unidades de saúde abrem o agendamento só para um dia, mas como são cinco unidades, a população tem acesso à imunidade com o agendamento”, informa.

 

 


A medida tem como objetivo aproveitar o máximo de doses possível da vacina, pois após a mesma ser aberta, o frasco tem validade de apenas seis horas. Sobre a vacina BCG, a assessoria esclareceu que os dados de cobertura vacinal do município demonstram sucesso  na estratégia de agendamento, que, além de garantir o acesso da população, garante também melhor aproveitamento de doses disponíveis.

 


NORMALIZAÇÃO
De acordo com a assessoria de imprensa, a previsão de normalização das vacinas é de competência do nível Federal “portanto, não temos como informar quando o reabastecimento das vacinas em falta será regularizado no estado de Minas Gerais”. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que, no mês de fevereiro, a distribuição da vacina Hepatite B foi normalizada em todo o país. Conforme o Ministério, o estado de Minas Gerais recebeu 200 mil doses dessa vacina. Nesse mesmo período, também foram enviadas para o estado 27 mil doses da vacina Hepatite A Infantil; 73,3 mil doses da BCG; 300 mil doses da Tríplice Viral; e 26 mil doses da Varicela Monovalente.

 

 


O órgão disse ainda que, em fevereiro, o Ministério da Saúde enviou 94,4 mil doses da vacina Tetra Viral aos estados das regiões Norte, Sul e Centro-Oeste. “Para os estados das demais regiões, a Tetra está sendo substituída pela composição Tríplice Viral + Varicela Monovalente, que confere à mesma eficácia da Tetra Viral.” O Ministério da Saúde ressaltou também que, por ano, são disponibilizados pela rede pública de saúde de todo o país cerca de 400 milhões de doses de imunobiológicos para combater mais de 20 doenças, e que oferta gratuitamente no SUS 17 tipos de vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS),  beneficiando todas as faixas etárias.

 

 


DISTRIBUIÇÃO
Sobre a distribuição das vacinas, o Ministério da Saúde esclareceu que a definição do número de doses de determinado insumo a ser enviado aos estados, o Ministério da Saúde considera a cota mensal desse insumo predefinida por estado, de acordo com o público alvo e situação epidemiológica; bem como leva em conta os estoques federal e estaduais. “No caso das vacinas mencionadas acima, os quantitativos enviados em fevereiro para Minas Gerais corresponderam a 100% ou mais da cota mensal do estado.”

 

 


A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou, em nota, que a vacina de Hepatite A (rotina pediátrica) teve sua situação regularizada em fevereiro, com distribuição autorizada aos estados a partir do dia 05/02. A vacina de Hepatite B estava em falta, mas o Ministério da Saúde já está regularizando a distribuição. Em 23 de fevereiro, o Estado recebeu 200 mil doses, que estão sendo distribuídas.

 

 


Quanto às outras vacinas, o órgão alegou que a Varicela monovalente foi enviada ao Sudeste do País para composição do esquema alternativo da vacinação tríplice viral + varicela, em substituição à tetraviral. “Tal situação foi formalizada pelo estado de Minas Gerais às Unidades Regionais de Saúde, cujo fluxo comunicacional é repassar as orientações para o âmbito municipal. No que se refere à vacina BCG, a SES-MG esclarece que a distribuição está sendo realizada e a situação segue dentro da normalidade desde outubro de 2015.”

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