sexta-feira, 30 de Setembro de 2016 17:42h Pollyanna Martins

Vendas do setor supermercadista mineiro registraram queda de 2,56%

Segundo a pesquisa mensal da Associação Mineira de Supermercados (AMIS), na região Centro-Oeste, a queda foi de 2,69%.

As vendas no setor super­mercadista mineiro tiveram uma queda de 2,56% em agos­to. De acordo com a pesquisa mensal da Associação Mineira de Supermercados (AMIS), na comparação do mês de agosto de 2016 com o mesmo mês do ano passado, as vendas também tiveram uma retração de 0,65%. Segundo a associa­ção, na região Centro-Oeste do estado, houve uma queda de 2,69% nas vendas, sendo a mais alta de Minas Gerais. Os especialistas acreditam que as principais justificati­vas para a queda nas vendas em agosto são: a base alta de comparação de julho (4,07%) e a redução do poder de compra do consumidor com o desem­prego aumentando mês a

mês.

Ainda segundo a pesquisa, no resultado acumulado do ano, o setor apresenta cresci­mento de 2,38% e os números já estão deflacionados pelo IPCA/IBGE. O balanço feito em agosto apontou um cres­cimento de 4,07% em julho sobre junho, de acordo com o “Termômetro de Vendas”. Segundo a pesquisa, que é feita com empresas de todos os portes no estado inteiro, na comparação de julho des­te ano sobre o mesmo mês de 2015, o setor apresentou expansão de 1,97%. O cres­cimento acumulado do ano ficou em 2,83%. Para o au­mento das vendas em julho, os especialistas acreditam que a principal justificativa, de acordo com os respondentes da pesquisa, foi o fato de o mês de julho ter contado com cinco sextas-feiras, cinco sá­bados e cinco domingos, que são os melhores dias de venda no setor.

Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o Índice Nacio­nal de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto subiu 0,44% e ficou abaixo da taxa de julho (0,52%). O resultado veio em linha com a expectativa de mercado, divulgada pelo Ban­co Central do Brasil. De acordo com o Departamento Intersin­dical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), os indicadores mais gerais de desempenho apontam, em 2016, para a deterioração geral do mercado de trabalho, com aumento do desemprego e queda nos rendimentos reais dos trabalhadores e trabalha­doras.

ECONOMIA

Conforme o departamen­to, na comparação do primeiro trimestre de 2016 com os três meses iniciais de 2015, houve queda generalizada nos di­versos setores da economia: a agropecuária teve retração de 3,7%; a indústria de transfor­mação caiu 10,5%; a constru­ção recuou 6,2%; a indústria extrativa mineral retraiu 9,6%; os serviços apresentaram con­tração de 3,7% e o comércio de 10,7%. Segundo o balanço do DIEESE, a despesa de con­sumo das famílias diminuiu 6,3%, resultado explicado pela deterioração dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda ao longo do período.

O estudo mostrou ainda que a projeção feita pelo Ba­cen situa a variação acumula­da do IPCA para 2016 em nível ao redor dos 7%. Para 2017, espera-se queda adicional, localizando a taxa de inflação próxima ao centro da meta definida, de 4,5%. De acordo com o Departamento, não está à vista, no curto prazo, expansão no consumo das famílias. A queda na inflação pode trazer algum alívio aos salários reais, mas o desem­prego, a inadimplência e o crédito escasso e caro ainda serão um muro de contenção do consumo, especialmente de bens duráveis.

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