sexta-feira, 17 de Abril de 2015 10:43h Mariana Gonçalves

Vendedores ambulantes voltam a se concentrar nas principais ruas do Centro

Vendedores ambulantes voltam a se concentrar nas principais ruas do Centro

. Alguns, inclusive, não fazem a mínima questão de ser discretos e até improvisam balcões na rua, o que tem provocado muito incômodo.
Desde a criação do Centro Popular de Comércio, conhecido como Camelódromo, a atividade dos ambulantes é permitida apenas no espaço fechado do quarteirão da Rua São Paulo. A justificativa era evitar a poluição visual da cidade e dar melhor fluidez à passagem de pedestres no Centro. No entanto, as coisas não têm funcionado como esperado.
Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, no último trimestre os fiscais da Secretaria de Meio Ambiente abordaram cerca de 50 vendedores ambulantes. No ato da fiscalização, os vendedores são informados sobre as penalidades previstas no Código de Posturas da cidade, instituído pela lei 6907/2008, que prevê multas aos comerciantes irregulares. Entretanto, mesmo com a orientação, alguns vendedores optam por continuar a atividade ilegal na rua.
Ainda segundo a assessoria, a cada dois dias da semana os fiscais vão para as ruas percorrer os pontos onde há maior concentração de ambulantes. O trabalho de fiscalização funciona também por meio de denúncia. Para isso basta ligar na Secretaria de Meio Ambiente e informar o nome da rua em que o vendedor está localizado. Além disso, a população conta com o método de denúncia via internet, por meio do www.divinopolis.mg.gov.br.

 

APENAS NO PAPEL
Há tempos se fala em um novo espaço para o Camelódromo. Um local maior, que irá comportar organizadamente todos os vendedores. O atual camelódromo, localizado no quarteirão fechado da Rua São Paulo, é um espaço pequeno e apertado. Ele abriga 74 barracas e por esta razão alguns vendedores demonstram claramente seu descontentamento.
Há três anos a Prefeitura, em parceria com a Dividros, fez a troca do forro do Camelódromo. Até então a cobertura do local era de lonas e plástico, improvisada pelos próprios comerciantes. Quando chovia, as goteiras eram inevitáveis. Em matérias já veiculadas pela Gazeta do Oeste, a própria Prefeitura chegou a dizer que estudava um espaço próximo ao Restaurante Popular para abrigar um novo Camelódromo, porém, até hoje nada chegou a se concretizar.

 

Crédito: Mariana

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