sábado, 6 de Fevereiro de 2016 05:37h Jotha Lee

Vereador recebe denúncias de espancamento no presídio Floramar

O vereador Nilmar Eustáquio de Souza (PP) relatou em pronunciamento no plenário da Câmara na sessão da última quinta-feira, que um homem, com problemas psiquiátricos, foi espancado no presídio Floramar por um agente penitenciário

Os nomes dos envolvidos serão preservados nesta reportagem, por se tratar de uma denúncia que ainda não foi investigada pelas autoridades. O vereador, que mantém um programa de rádio que presta assistência social, relatou que no sábado passado recebeu a mãe da vítima, que relatou o ocorrido.
Nilmar Eustáquio disse que já foi constatado por prescrição médica que o rapaz agredido sofre de desvios psiquiátricos e precisa de acompanhamento médico, porém ainda não conseguiu esse encaminhamento. Segundo ele, acompanhado de outro homem, o rapaz assaltou uma padaria na região do Bairro São Luis e acabou preso, sendo encaminhado para o presídio Floramar. “Segundo o que essa mãe está denunciando, o rapaz foi espancado no presídio Floramar por um agente penitenciário. E ela diz mais: o agente penitenciário é irmão do dono da padaria assaltada e o espancou em retaliação ao assalto”, revelou.

 


Ainda segundo o vereador, a mãe não consegue permissão para visitar o filho no presídio. “Talvez para não constatar que o filho foi agredido”, analisou. “Eu não estou afirmando que isso é verdade, mas nós tomamos algumas providências, orientando essa senhora a procurar a Defensoria Pública. Ela nos contou que o defensor não pode assumir o caso, porque não pode ir até o Floramar”, denunciou. “Eu sinceramente não estou entendendo para quê e por que o defensor público. Defensor é para atender exatamente àquelas pessoas carentes que não têm como constituir um advogado”, criticou.

 


MINISTÉRIO PÚBLICO
De acordo com Nilmar Eustáquio, o Ministério Público já foi provocado, mas ainda não tomou nenhuma providência. “Aqui nessa Casa me estranhou, porque essa senhora me informou que não poderia fazer a denúncia à Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, porque as Comissões ainda não foram nomeadas”, disse em tom acusador.

 


Nilmar Eustáquio aproveitou a ocasião para criticar a própria Câmara. “Quero aproveitar e pedir que se nomeie essas comissões o mais rápido possível. Aliás, comissão nessa Casa, não tem nenhuma credibilidade. Eu mesmo apresentei várias denúncias no ano passado e nenhuma delas foi apurada pelas Comissões, nada foi apresentado nesse plenário. E fica aí presidente de Comissão eternizado quatro anos e muitas coisas que deveriam ser tratadas e denunciadas, não são”, criticou. As comissões foram nomeadas pelo presidente da Câmara Rodrigo Kaboja, ao fim da reunião de quinta-feira, após a denúncia feita por Nilmar Eustáquio. Para a Comissão de Direitos Humanos foram nomeados os vereadores Marcos Vinicius Alves da Silva (PSC), Nilmar Eustáquio e José Wilson Piriquito (SD). Os presidentes das Comissões ainda não foram eleitos.

 


Indignado com a falta de assistência à mãe da pretensa vítima, o vereador disse que tomará medidas pessoalmente. “Eu quero provocar a Defensoria Pública para saber se defensores vão, ou não, acolher essa cidadã. Quero saber do promotor responsável, se necessário até o juiz responsável pelo presídio Floramar, o que está sendo feito e o que pode ser feito”, garantiu. “Se necessário, vamos fazer uma visita ao presídio”, emendou.
O defensor público citado pelo vereador Nilmar Eustáquio, que teria negado assistência à vítima, não foi localizado ontem para comentar o assunto. A Secretaria de Estado de Defesa Social não respondeu ao pedido de informações solicitado pela reportagem.

© 2009-2016. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.