terça-feira, 16 de Fevereiro de 2016 09:32h Jotha Lee

Vereadores pedem convocação da Copasa para explicar buracos e esgoto a céu aberto

Quem passar pela rua Inhazinha Epifânia, no bairro Santo Antônio, vai deparar com um buraco no meio da via deixado pela Copasa

A companhia de abastecimento e detentora da concessão para tratamento do esgoto realizou uma obra de manutenção no local e colocou apenas terra onde havia pavimentação. Com as chuvas, formou-se um buraco, que causa transtornos a motoristas, já que a visibilidade é prejudicada e o buraco está em local onde necessariamente há permanente tráfego de veículos. Essa situação é comum em Divinópolis. A Copasa faz enormes valas nas ruas para manutenção ou reparos na rede, que ficam dias abertas, descumprindo lei municipal que dá prazo de 48 horas para que o conserto seja providenciado.

 


Essa situação, aliada à grande quantidade de ruas invadidas por esgoto a céu aberto, com vazamentos que deveriam ser reparados pela companhia, causou indignação na Câmara Municipal. Vereadores solicitaram a convocação da companhia, do Ministério Púbico e da prefeitura para que haja uma solução. Há situações que já se tornaram crônicas, como é o caso do conjunto habitacional Jardim Copacabana, onde o esgoto corre a céu aberto desde a entrega das moradias.

 


Irritados com essa situação, três vereadores pediram reuniões urgentes para que se encontre uma solução. O vereador Nilmar Estuáquio (PP) lembrou a Lei 6.158, de 2005, que dá um prazo de 48 horas para que a Copasa feche os buracos abertos nas vias para reparos na rede. “Na porta da minha casa tem um buraco aberto há um mês não reparado com a massa asfáltica e o diretor [da Copasa] me disse que o material estava em falta. Está na hora de essa Casa provocar uma reunião, trazer aqui os diretores da Copasa para dar explicações”, salientou.

 

 


MAIS DE ANO
O vereador Edmar Rodrigues (PSD) também pediu a convocação da Copasa, que no seu entendimento tem muito a explicar ao povo de Divinópolis. Ele colocou em dúvida o cronograma de obras da empresa, afirmando que possivelmente a companhia não conseguirá entrar a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), do Rio Itapecerica, dentro do prazo estipulado contratualmente. “Estamos preocupados se ela [Copasa] vai mesmo conseguir entregar a obra até o final do ano. A gente dá uma carta de crédito a algumas empresas e elas não cumprem o seu papel. A população está pagando a taxa de esgoto já faz tempo”, lembrou.

 


Ao pedir a convocação da Copasa, Edmar Rodrigues lembrou que a companhia causa transtornos em toda a cidade. “São buracos abertos pela cidade e não são fechados, é a questão de esgoto a céu aberto, do mau atendimento. A Copasa não cumpre com o seu papel e não é só em Divinópolis, qualquer outra cidade é a mesma coisa. A empresa não tem respeito à população”, disparou.
O vereador citou especificamente a situação da Rua Limeira, no Bairro Jardinópolis, onde o vazamento de uma rede de esgoto provocou um enorme buraco na via. Apesar do canteiro central em toda a extensão da rua, motoristas são obrigados a trafegar pela contramão para fugirem do buraco cheio de água e dejetos de esgoto. “Uma vergonha o que acontece no Bairro Jardinópolis. Na Rua Limeira há um vazamento de esgoto, que obriga os veículos a trafegarem na contramão um quarteirão inteiro. Ainda vai acontecer um acidente grave naquele local, porque há um trânsito intenso no trecho. Tem mais de ano que esse buraco está na Rua Limeira. Vai ter que morrer alguém em um acidente para o problema ser resolvido?”, questionou.

 


Edmar Rodrigues pediu a convocação da Copasa, prefeitura e Ministério Público. “Essa empresa não tem compromisso com a população, que está pagando adiantado pelo tratamento do esgoto e é obrigada a conviver com situações que colocam em risco a saúde pública. Chegou a hora de essa Casa tomar uma providência. Convocar a Copasa, a administração e o Ministério Público e chegar a um acordo sobre de quem é a responsabilidade”, finalizou.

 


O vereador Edimar Máximo (PHS) reforçou o pedido para a convocação da Copasa e do Ministério Público para buscar soluções imediatas para esses problemas. Máximo revelou que, em uma reunião com o gerente regional da Copasa, foi informado de que o Ministério Público impede a companhia de trabalhar. “Essa reunião é para que a gente possa chegar a um denominador comum e a população não fique mais prejudicada do que já vem sendo”, afirmou. “Que essa reunião seja convocada o mais rápido possível para que seja resolvido esse impasse que há entre a Copasa  e o Ministério Público”, finalizou.

 

 


Em uma nota curta, sem maiores explicações, a Copas disse que procura recompor as valas abertas para recuperação e manutenção da rede dentro dos prazos. “A Copasa busca executar as recomposições de pavimento dentro dos prazos previstos e homologados junto ao órgão regulador, e previstos nas posturas municipais. Eventualmente, em situações especiais como, por exemplo, em períodos chuvosos, podem ocorrer dificuldades no atendimento”, justificou.

© 2009-2016. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.