quarta-feira, 24 de Maio de 2017 08:50h Pollyanna Martins

Vereadores voltam a barrar projeto de lei do Poder Executivo de adicional suplementar

O adicional de mais de R$ 900 mil seria repassado para a Câmara Municipal, a Secretaria Municipal de Operações Urbanas e a Secretaria Municipal de Esportes e Juventude

Os vereadores de Divinópolis voltaram a barrar o Projeto de Lei Executivo Municipal Nº 009/2017. O projeto de lei abre, na Câmara Municipal, na Secretaria Municipal de Operações Urbanas e na Secretaria Municipal de Esportes e Juventude, o adicional suplementar de R$957.147,00. O projeto havia entrado na pauta da sessão da reunião ordinária do dia 16 de maio, porém o vereador Eduardo Print Júnior (SD) pediu sobrestamento de 30 dias, mas foi vencido pelo pedido de vistas de sete dias do vereador Rodrigo Kaboja (PSD). Na reunião ordinária de ontem (23), o projeto voltou para ser votado e quem pediu sobrestamento foi o vereador Delano Santiago (PMDB).

O líder do partido voltou a criticar a falta de comunicação dos secretários municipais com o Poder Legislativo. Assim como na reunião do dia 16 de maio, Delano pediu que os adicionais suplementares fossem desmembrados em três projetos, um para cada pasta e Câmara Municipal. “Por que não colocou o [projeto de lei] Nº 009, 005? Colocar pacote não passa nessa Casa. Ou nós nos impomos agora enquanto poder independente, ou eles vão socar goela abaixo”, reclama. O edil reforçou que os secretários municipais devem procurar os vereadores para esclarecer projetos de leis de suas respectivas pastas, por questão de respeito. “É questão de jus ao salário que recebem”, acrescenta.

A discussão ficou acirrada quando o vereador Edson Sousa (PMDB) entrou na discussão. O líder do governo explicou que o adicional suplementar é apenas uma mudança de rubrica. Edson chegou a falar durante a discussão que não pediria pedido de vista e que o projeto iria para a votação de sobrestamento de 30 dias. “Não é um crédito adicional, é um crédito suplementar, e nós vamos ver isso muito. Eu, como líder do governo, oriento que nós vamos para votação”, pediu.

Durante o debate, o líder do governo pediu ainda aos outros vereadores que votassem contra o pedido de sobrestamento de Delano. Porém, quando o debate ficou mais acirrado, o líder do governo pediu pedido de vista de sete dias. A vereadora Janete Aparecida (PSD) chegou a pedir que o líder do PMDB retirasse o pedido de sobrestamento de 30 dias, pois já havia verificado para onde o adicional suplementar que seria aberto na Secretaria Municipal de Esportes e Juventude seria aplicado.

INTERVENÇÃO

O presidente da Casa, vereador Adair Otaviano (PMDB), também entrou na discussão e criticou a postura de Delano em exigir que os secretários municipais fossem até a Câmara Municipal para explicar cada projeto de lei enviado pelo Poder Executivo. Do montante do adicional suplementar, mais de R$ 604 mil seriam abertos na Câmara Municipal. Adair defendeu ainda a aprovação do projeto, sendo que parte do adicional suplementar iria para o conserto de máquinas paradas no pátio da Prefeitura e para a Operação Tapa Buracos. “Se nós não votarmos esse projeto, para autorizar a gastar com o maquinário que está quebrado lá no pátio da Prefeitura, nós vamos para a Prefeitura e a Câmara Municipal. A administração tem que ter respeito com esta Casa, mas não é possível todo projeto que vier nesta Casa todo secretário vir aqui se explicar”, ressalta.

Após toda a discussão, o líder do governo pediu vistas de sete dias, que foi aprovada pelos vereadores.

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